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janeiro 29, 2013

Ocidente e Islão: duas Histórias paralelas e em competição, com vocação universalista



A versão islâmica
1. A “idade da trevas” (Antiguidade da Mesopotâmia e Pérsia)
2. O nascimento do Islão
3. O Califado: a procura da Unidade Universal
4. A fragmentação: a era dos sultanatos ou emiratos
5. A catástrofe: os mongóis e os cruzados
6. O renascimento: a era dos três impérios (turco-otomano, persa safávida e mogol)
7. A penetração no Oriente do Ocidente
8. Os movimentos de reforma
9. O triunfo dos modernistas seculares
10. A reação islamista e o revivalismo islâmico

A versão ocidental
1. A génese da civilização (Egipto e Mesopotâmia)
2. A Idade Clássica (Grécia e Roma).
3. A Idade Média/”idade das trevas” (a ascensão do Cristianismo)
4. O Renascimento (cultura clássica e reforma protestante)
5. O Iluminismo (razão, ciência)
6. Revoluções (liberal, democrática, industrial)
7. A ascensão do Estado-nação e as rivalidades nacionalistas/impérios
8. A I Guerra Mundial e a II Guerra Mundial
9. A Guerra-Fria (capitalismo-liberal versus socialismo-comunista)
10. O triunfo da democracia liberal-capitalista 

julho 18, 2012

A ‘Política Externa da Turquia face ao Ocidente revisitada‘ in Mural Internacional, ano III, nº 1 (junho 2012)


A subida ao poder do AKP (Adalet ve Kalkinma Partisi/Partido da Justiça e do Desenvolvimento) em 2002 – partido que governa a Turquia há uma década –, trouxe, progressivamente, uma visível aproximação Médio Oriente árabe-islâmico. Paralelamente, assistiu-se a uma deterioração das relações com Israel e a tensões ocasionais com alguns dos aliados tradicionais, nomeadamente com os EUA. Assim, nos últimos anos, temos assistido a um amplo debate nos meios ligados à política internacional, sobre o significado desta aproximação da Turquia ao Médio Oriente. Será esta sinal de um abandono da orientação de política externa pró-ocidental, que caracterizou o Estado fundado por Atatürk a partir de 1945, através de uma nova configuração motivada por influências ideológicas islamistas? Ou será que estamos perante uma abordagem de política externa pragmática e realista, motivada por imperativos económicos e de segurança, sendo basicamente similar àquela que encontramos frequentemente no passado otomano da Turquia? São estas as questões às quais se procura responder no artigo. Para o efeito, é efetuada uma breve passagem em revista da política externa do Império Otomano/Turquia face ao Ocidente, europeu e norte-americano, o que permitirá, depois, avaliar a mesma numa perspetiva histórico-política alargada. (Ver aqui o artigo completo.)

julho 22, 2011

Espasmo ou espiral? A escolha do Ocidente


 The other day a bright young diplomat from China set me an examination question. My first thought was that it sprang from that admirable Chinese trait of searching out enduring patterns in the clatter and chaos of events. Then it struck me that anyone watching the train crashes on either side of the Atlantic should be asking something similar.

The US faces an unsustainable debt burden alongside sustained political paralysis. Strategic decision-making is held hostage to ideological polarisation. Democrats and Republicans may well escape a calamitous default with an 11th-hour deal on the debt ceiling. But a sticking plaster will not bridge the rancorous divide over tax and spending that piles deficit on deficit.


In Europe, the stakes have been higher still. The European Union’s core project, the single currency, has been buckling under the weight of sovereign debt and political discord. Solidarity has been lost to resurgent nationalisms. Germany’s Angela Merkel says that 60-odd years of European integration is under threat. Yet the leader of Europe’s most powerful nation has seemed frozen in the headlights of indecision. [...]


Ver artigo no Financial Times

março 19, 2008

A tecnologia une e a cultura divide? O diferente uso dos telemóveis pelos jovens ocidentais e muçulmanos

A mesma tecnologia, dois usos culturalmente diferentes. Nas sociedades ocidentais, o telemóvel tornou-se um instrumento de culto da irreverência juvenil, explorado até à exaustão pelas marcas. O seu uso tem vindo a acentuar o lado hedonista e materialista da cultura ocidental. Os jovens usam-no crescentemente para trocar SMS e falar com os amigos(as), namorar, marcar encontros, jogar jogos, ouvir música, tirar fotografias, descarregar toques polifónicos e imagens sexy, "destruir tabus" sexuais, navegar na internet em sites apropriados ou inapropriados para a sua idade ...

No caso dos jovens muçulmanos, o telemóvel também é um instrumento particularmente apetecível. O seu uso está igualmente a acentuar facetas marcantes da cultura muçulmana, como, por exemplo, o revivalismo da Sharia islâmica. Esta surge agora como um estilo de vida "alternativo" e "irreverente", contra a nova jahiliyya (ignorância) das materialistas e hedonistas sociedades ocidentais. Assim, em vez de música rock ou imagens sexy, aos jovens muçulmanos é proposto descarregar os hadith (ahadith no plural), as tradições relativas às acções e ditos do Profeta Maomé...
JPTF 2008/03/18