Em Utopia, liberdade e soberania no ciberespaço: o
regresso do Leviatã são
discutidos os desafios que o ciberespaço e o risco de ciberataques acarretam
para a soberania do Estado e para a liberdade do cidadão. A utopia libertário-anárquica, que dominou
nos primórdios da Internet, está progressivamente a dar lugar a mecanismos de controlo e de afirmação da soberania
estadual, nomeadamente através da criação de “fronteiras” no ciberespaço. Esta
tendência, embora sob formas diferentes, pode detectar-se quer nos Estados
autoritários, quer nas democracias liberais ocidentais. Encontra-se também na
organização das forças armadas, através da criação de cibercomandos, e nas OIGs
ligadas à segurança e defesa como a NATO, onde se passou a incluir ameaça de
ciberataques no conceito estratégico.
