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maio 28, 2009
janeiro 06, 2009
Erro (in)voluntário?: ‘Televisão francesa cai na armadilha da propaganda palestiniana‘ in Le Figaro, 6 de Janeiro de 2009

La chaîne admet une «erreur» après la diffusion des images d'une explosion accidentelle datant de 2005 pour illustrer les conséquences de l'offensive israélienne dans le territoire palestinien.
France 2 reconnait son erreur. La chaîne de télévision avait diffusé lundi dans son journal de 13 heures une vidéo censée illustrer les ravages causés par l'offensive israélienne en cours à Gaza. Accompagnant les images, ce commentaire en voix off : «Pour montrer la violence des combats, les télévisions arabes et Internet diffusent ces images filmées par un téléphone. Il s'agirait d'une frappe de missiles le 1er janvier. Les militaires portent les brassards du Hamas. Sur le sol, des combattants mais aussi beaucoup de cadavres de civils.»
Or la chaîne de télévision semble avoir fait erreur sur la véritable nature des images qu'elle a diffusées. Celles-ci ne dateraient pas du 1er janvier 2009 mais du 23 septembre 2005, comme l'a signalé au Post, qui a révélé l'information, un des contributeurs du site. Il ne s'agirait pas non plus d'images consécutives à une frappe israélienne sur Gaza mais des conséquences de l'explosion accidentelle d'un camion transportant des roquettes, à Jabaliya, dans un camp de réfugiés palestinien.
La supercherie, émanant vraisemblablement de militants pro-palestiniens, a déjà été détectée par plusieurs blogs et sites Internet. Photos à l'appui, ces derniers ont remarqué l'étrange ressemblance entre la scène de carnage dont témoigne cette vidéo et les photos de l'explosion accidentelle de 2005, telle qu'elle avait été relatée à l'époque dans plusieurs médias. Autre élément troublant, sur le site de partage de vidéos LiveLeak, il est bien précisé que la vidéo a été enregistrée le 23 septembre 2005. Depuis que celle-ci circule de plus belle sur Internet, comme une preuve supposée des ravages de l'offensive de l'État hébreu, le site a publié une note qui précise le contexte du tournage de la vidéo incriminée.
Interrogé par Le Post, Etienne Leenhardt, directeur-adjoint de l'information de France 2, a reconnu «une erreur», due à «un dysfonctionnement interne de vérification de l'info». «C'est une erreur de notre part d'avoir diffusé ces images, qui datent en effet de 2005», reconnait-il. «La séquence que nous avons diffusée était censée illustrer la guerre des images sur Internet. Les personnes qui ont préparé le sujet sont allées trop vite», poursuit Leenhardt pour qui «c'est une bonne piqûre de rappel. Cela nous rappelle que nous devons être très attentifs sur la vérification des sources». Mardi, la présentatrice du journal de 13 heures a présenté les excuses de la rédaction évoquant une «confusion regrettable».
http://www.lefigaro.fr/medias/2009/01/06/04002-20090106ARTFIG00380-gaza-france-piegee-par-des-images-de-propagande-.php
JPTF 2009/01/06
janeiro 24, 2008
A desconstrução da "objectividade" e do "rigor" da imprensa portuguesa: o caso do jornal "Público" de 24/1/2008


O jornal "Público" é um diário de referência da sociedade portuguesa. Tipicamente está associado a uma classe média, ou média alta, e a um leitor com um certo nível cultural, frequentemente com formação académica. No seu estatuto editorial apresenta-se como um "jornal diário de grande informação, orientado por critérios de rigor e criatividade editorial, sem qualquer dependência de ordem ideológica, política e económica". Curiosamente, ou talvez não, a tradicional expressão "informação objectiva" (já) não consta do estatuto editorial, mas, apenas, "rigor" e "criatividade". A verdade é que tipicamente o leitor médio, quando procura um jornal conceituado, procura também ser informado com isenção, objectividade e rigor e espera "cultivar-se". Face a estas expectativas usuais, um pequeno teste interessante é o de tentar saber se, por exemplo, a edição de hoje, 24/01/2008, do "Público", corresponde a este "imaginário" do leitor médio. Atente-se, por exemplo, em três assuntos de actualidade: i) o corte do abastecimento de energia eléctrica de Israel a Gaza e o derrube pelos palestinianos do muro de fronteira com o Egipto; a expulsão dos marroquinos que há algumas semanas atrás chegaram ilegalmente à costa do Algarve; iii) e os islamistas paquistaneses que preparavam um atentado suicida em Barcelona, tendo ontem sido confirmada pelo juiz de instrução espanhol a gravidade das acusações que levaram à sua detenção pelas forças policiais.
Como são representados estes assuntos no "Público"? O primeiro tem amplo destaque editorial e gráfico na capa com o título "Gaza. Palestinianos derrubaram fronteira com o Egipto" (fotografia em grande destaque, mais de metade da parte de baixo do jornal e chamada de atenção para a notícia na página 14, onde preenche a totalidade da página e parte significativa da página 15). O segundo, ocupa toda a metade de cima da página 6 e a notícia é, em grande parte, centrada no protesto de cerca de 30 activistas (entre outras associações não identificadas pelo autor da notícia, estariam membros da "Olho Vivo" e do Bloco de Esquerda), com uma fotografia em grande plano de um cartaz dizendo "ninguém é ilegal". Quanto ao terceiro, é objecto de uma notícia minúscula, de menos de duas dezenas de linhas, com o título "paquistaneses preparavam atentado em Barcelona", ocupando 1/4 do espaço dado à notícia do "cordão umbilical dos palestinianos com mundo" (que se encontra ao lado, na página 15). Pelo destaque do título, fotografia e dimensão do artigo, a hierarquia de importância dos assuntos implicitamente sugerida aos leitores é a seguinte: 1) palestinianos encurralados em Gaza; 2) emigrantes ilegais marroquinos repatriados; 3) paquistaneses que preparavam atentado em Barcelona. Quais as razões que levaram a esta hierarquia? A importância objectiva das notícias? (Veja-se como o jornal espanhol La Vanguardia retrata este "insignificante" acontecimento e a intenção dos islamistas causarem "dois dias de terror em cadeia".) O interesse dos leitores? O impacto dos assuntos em Portugal? A imitação da imprensa de "referência" internacional? Mas por que é que a eminência de um atentado terrorista em Espanha, uma realidade muito mais próxima e ligada a Portugal, foi relegada a um plano manifestamente secundário, face ao derrube de um muro na longínqua faixa de Gaza (o jornal britânico Times noticiava ontem que o movimento islamista radical Hamas já há meses preparava uma operação de derrube do muro... Afinal, a quem devo creditar o "rigor" informativo, ao Times ou ao "Público")? E por que razão uma manifestação, que até nem reuniu mais do que uns meros trinta activistas, tem também um destaque maior e imagem fotográfica? Mas, para além dos eventuais motivos de "criatividade editorial" subjacentes (o que faz lembrar um pouco o argumento da "liberdade poética"...), quais as razões de "rigor" na informação que a explicam? Será que estes assuntos são mesmo neutros ideologicamente? Será que nada têm a ver com causas, agendas (políticas) e visões do mundo simpáticas para quem os edita? Para ajudar a responder a estas e outras questões incómodas para os mitos jornalísticos, recomendo a leitura de um dos livros mais brilhantes feito sobre a propaganda, da autoria de Jacques Ellul, originalmente publicado em língua francesa nos anos 60, em pleno conflito ideológico da Guerra Fria. Termino com uma das reflexões que se podem encontrar neste, e que dá muito que pensar: um dos paradoxos da moderna e (sofisticada) propaganda é que são os indivíduos mais instruídos e cultos os mais susceptíveis de serem por esta afectados ....
JPTF 2008/01/24
março 29, 2007
fevereiro 23, 2007
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