julho 16, 2012
julho 14, 2012
julho 09, 2012
junho 24, 2012
junho 18, 2012
junho 16, 2012
17 de junho: uma data crítica para o futuro da Grécia e do euro
Para qualquer observador da política europeia resulta claro que
as eleições legislativas, ocorridas a 6 de maio, na Grécia, abriram um período delicado. À aparente acalmia
que se vivia desde março, altura em que foi desbloqueada uma nova tranche de
apoio financeiro à Grécia, sucedeu uma grande incerteza. As eleições resultaram
num colapso dos partidos de poder, extremamente evidente no caso do PASOK, o
tradicional centro-esquerda grego. Perdeu cerca de ⅔ dos seus eleitores face às
legislativas de 2009. A vitória da Nova Democracia – o outro partido
tradicional de poder, da área do centro-direita – foi escassa e inútil. Não
atingiu, sequer, 19% dos sufrágios. Daí resultou um impasse político, pela
incapacidade de formar governo. Para além da pulverização do espectro
partidário, que impossibilitou também coligações, as eleições mostraram uma
ascensão dos partidos radicais. À esquerda do PASOK, o SYRIZA mais do que triplicou
a votação, emergindo como segunda força política, com perto de 17%. À (extrema)
direita da Nova Democracia, o neonazi Aurora Dourada surgiu praticamente do
nada para obter cerca de 7% dos sufrágios.
Com as eleições a realizar a 17
de junho – uma data a reter, onde decorrerá, também, a segunda volta das
legislativas em França e das presidenciais no Egito –, o anti-establishment
SYRIZA aparece em ascensão. O principal combate eleitoral está a ser travado entre
Alexis Tsipras (SYRIZA) e Antonis Samaras (Nova Democracia). As últimas
sondagens divulgadas sugeriam vantagem para o SYRIZA, com intenções de voto de
31,5%. Para a Nova Democracia cerca de 26%. Todavia, as múltiplas sondagens evidenciaram
também flutuações muito significativas do eleitorado. (A lei eleitoral proíbe
divulgação de sondagens nos 15 dias anteriores às eleições. A Nova Democracia
terá sondagens, realizadas nos últimos
dias, que lhe darão uma votação acima dos 30% e superior ao SYRIZA). Face a estas
oscilações dos eleitores, o vencedor é incerto. Assim, as grandes questões em
aberto são: i) no caso de vitória da Nova Democracia, poderá surgir um solução
de governo estável, quando o PASOK está fora de jogo na disputa pela vitória?
ii) será possível a Grécia manter-se na zona euro se dessas eleições resultar
uma vitória do SYRIZA, opondo-se ao atual
acordo com o FMI, o BCE e a Comissão Europeia?
Apenas podemos conjeturar sobre as respostas. Há, no entanto, receios
fundados de uma situação particularmente crítica no pós 17 de junho. Sobre a
primeira interrogação – e excetuada uma alteração de vulto nas atuais intenções
de voto –, não haverá nenhum partido a obter votação suficiente para governar
sozinho. Isto, mesmo tendo em conta o sistema de proporcionalidade reforçada,
que atribui mais 50 deputados ao vencedor das legislativas. A hipótese que
parece ser inevitável é de um governo coligação. Todavia, há toda uma tradição
política grega de sentido contrário, que faz recear o seu fracasso. A história
política da Grécia democrática, que emergiu após a queda da ditadura dos
coronéis (1967-1974), é basicamente uma história de alternância entre o PASOK e
a Nova Democracia – sem coligações e representando, ambos 77,5% a 87,5% dos
votos. No atual contexto de fragmentação partidária, uma vitória da Nova
Democracia não é garantia de estabilidade governativa. Também não é garantia de
capacidade de impor medidas de austeridade e de reforma bem sucedidas. É de
esperar, até, que sob um governo liderado pelo centro-direita, surja uma
contestação nas ruas ainda maior do que durante o anterior governo de Giorgios
Papandreou do PASOK.
Quanto à segunda interrogação, sobre as consequências de uma vitória
eleitoral do SYRIZA, é ainda mais difícil antecipar os acontecimentos em devir.
Desde logo, este teria de efetuar uma coligação à esquerda. As dificuldades
serão até maiores do que para a Nova Democracia. Não é líquido que essa
coligação seja possível ou estável. Vai ter de mostrar como se põem em prática
objetivos de política económica contraditórios. Tsipras pretende repudiar, de
alguma forma, o atual acordo de resgate do Estado grego. Ao mesmo tempo,
sustenta não pretender sair do euro, aliás em sintonia com a esmagadora maioria
dos gregos. O programa de governo do SYRIZA inclui medidas para nacionalizar os
bancos e usar os fundos europeus em políticas sociais e de crescimento, reduzindo
drasticamente a austeridade. É um facto que o atual acordo de resgate colocou a
população grega sob duríssimas medidas de austeridade, sem qualquer fim à vista.
Compreende-se, também, que este seja sentido como um diktat. No entanto, mesmo considerando o “efeito François Hollande”
– que colocou na agenda europeia a necessidade de políticas de crescimento –, é
realista que a Grécia possa ser bem sucedida nesta alternativa?
Pelos motivos apontados, após 17 de junho a crise europeia poderá
atingir o seu pico mais crítico, sobretudo se surgir um governo liderado pelo
SYRIZA. Entre a Grécia e a União Europeia é provável que decorra um perigoso
jogo político. Do lado europeu, existirão pressões e ameaças de suspensão do
financiamento. Do lado grego, irá jogar-se com o efeito dos “estilhaços” de uma
rotura e/ou saída do euro: não pagamento aos credores, efeito psicológico de
pânico sobre os bancos e mercados financeiros e contágio aos países sob resgate,
ou à beira dele. É difícil antecipar tudo o que poderá acontecer. Há ainda um
aspeto legal relevante, embora não inultrapassável politicamente. Nos Tratados
europeus, não está prevista a saída da zona euro. Contudo, nos países do núcleo
duro do euro, especialmente na Alemanha, o repúdio das medidas previstas no
acordo de resgate, a ocorrer, será visto como inaceitável. As razões são
várias. Criaria um precedente para os outros Estado-membros endividados ou sob
resgate. Provavelmente, apareceriam forças políticas a querer replicar o
“efeito SYRIZA”. Seria um estímulo para eclipsar a atitude de “bom aluno”
prevalecente em Portugal e na Irlanda. Importa notar: já hoje quase 70% dos
alemães estão contra a permanência da Grécia no euro. Se os acontecimentos
seguirem este rumo, a caixa de Pandora da saída do euro vai começar a abrir-se.
junho 09, 2012
Paul Krugman ‘o sofrimento em Espanha‘ (The pain in Spain)
Com a Espanha à beira de um resgate ao sistema bancário, este post de
Paul Krugman,
no seu blogue do NYT, sobre o "sofrimento em
Espanha" (The pain in Spain,
é mais atual do que nunca. Foi
escrito a 19 de Janeiro de 2009... Vale a pena reler.

"O sofrimento em Espanha… não é difícil de explicar. A Espanha foi basicamente a
Florida, com uma bolha imobiliária inflacionada, quer pelas compras de
residentes, quer pelas compras de casas de férias e agora a bolha rebentou. Mas
a Espanha está em pior situação do que a Florida por duas razões — familiares
para qualquer um que tenha estado envolvido no grande debate sobre se o Euro
era uma boa ideia. Primeiro, a Europa não tem um governo central; a Espanha, ao
contrário da Florida, não pode obter transferências de verbas da
segurança social ou para cuidados de saúde do orçamento federal. Por isso, o
encargo da recessão cai inteiramente no orçamento nacional — daí o abaixamento
do rating de crédito do país. Segundo, os EUA têm um mercado de trabalho
mais ou menos integrado geograficamente: os trabalhadores deslocam-se das
regiões em depressão para aquelas com melhores perspectiva. (A bolha
imobiliária reduziu, contudo, a mobilidade pois as pessoas não podem vender as
suas casas). A Europa não tem: sim, há um pedaço razoável de mobilidade entre a
elite e os trabalhadores de baixos salários no fundo, mas nada que se compare
ao nível dos EUA. Então o que pode fazer a Espanha? Necessita de ser mais
competitiva — mas não pode efetuar uma desvalorização porque é um pais do Euro.
Então a alternativa são cortes salariais, os quais são muito difíceis de
concretizar (e criam enormes problemas para os devedores.) Contrariamente ao que
generalizadamente se dizia ainda há algumas semanas atrás, ser membro da zona
Euro não torna os países imunes à crise. No caso da Espanha (como no da Itália,
da Irlanda e da Grécia) o Euro pode bem estar a tornar as coisas pior. E a
desvalorização da libra britânica, por muito impopular que seja, pode mostrar
ter sido um uma coisa muito boa." Paul Krugman, "The pain in Spain..." in NYTimes.com
junho 06, 2012
Livro ‘O Islão na Europa face ao Islão Global: Dinâmicas e Desafios‘
Lisboa: 25 de Junho às 18h30
no Grémio Literário, Rua Ivens, 37
Apresentação do livro pelo Dr. Figueiredo Lopes
Porto: 29 de Junho às 21h30
na Fundação Engenheiro António de Almeida, Rua Tenente Valadim, 231-325
Apresentação do livro pelos jornalistas Carlos Magno e Ricardo Alexandre
junho 01, 2012
Irlanda: referendo favorável à ratificação do novo Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação Económica na UEM
Ver notícia no Irish Times
maio 30, 2012
Leituras: ‘O Futuro da Europa‘ de Jean-Claude Piris
The future of Europe: towards a two-speed EU?
The European Union is in crisis. Public unease with the project, problems with the euro and dysfunctional institutions give rise to the real danger that the European Union will become increasingly irrelevant just as its Member States face more and more challenges in a globalized world. Jean-Claude Piris, a leading figure in the conception and drafting of the EU's legal structures, tackles the issues head on with a sense of urgency and with candour. The book works through the options available in the light of the economic and political climate, assessing their effectiveness. By so doing, the author reaches the (for some) radical conclusion that the solution is to permit ‘two-speed’ development: allowing an inner core to move towards closer economic and political union, which will protect the Union as a whole. Compelling, critical and current, this book is essential reading for all those interested in the future of Europe.
Jean-Claude Piris served as the Legal Counsel of the Council of the EU and Director General of its Legal Service from 1988 to 2010.
Ver Cambridge University Press
The European Union is in crisis. Public unease with the project, problems with the euro and dysfunctional institutions give rise to the real danger that the European Union will become increasingly irrelevant just as its Member States face more and more challenges in a globalized world. Jean-Claude Piris, a leading figure in the conception and drafting of the EU's legal structures, tackles the issues head on with a sense of urgency and with candour. The book works through the options available in the light of the economic and political climate, assessing their effectiveness. By so doing, the author reaches the (for some) radical conclusion that the solution is to permit ‘two-speed’ development: allowing an inner core to move towards closer economic and political union, which will protect the Union as a whole. Compelling, critical and current, this book is essential reading for all those interested in the future of Europe.
Jean-Claude Piris served as the Legal Counsel of the Council of the EU and Director General of its Legal Service from 1988 to 2010.
Ver Cambridge University Press
maio 14, 2012
maio 08, 2012
maio 07, 2012
maio 04, 2012
abril 27, 2012
O programa nuclear iraniano e o mistério da "fatwa" desaparecida

Has Iran’s Supreme Leader issued a fatwa prohibiting the manufacture and use of nuclear weapons? U.S. policymakers, including Secretary of State Hillary Clinton, seem to think so. They believe that such a fatwa, or religious ruling, may prove critical in negotiations to stop Iran’s nuclear ambitions short of a bomb.
Given that Ayatollah Ali Khamenei is not only Iran’s foremost political leader but also the country’s foremost spiritual authority, a ruling of this sort would mark a major breakthrough. Such a possibility has certainly been on Clinton’s mind. Earlier this month, on the eve of the first round of negotiations in Istanbul between American and Iranian diplomats, she explained: If the fatwa “is indeed a statement of principle, of values, then it is a starting point for being operationalized, which means that it serves as the entryway into a negotiation as to how you demonstrate that it is indeed a sincere, authentic statement of conviction.”
The fatwa is believed to date back to 2005—or at least that’s the date that Iranian officials cite. For instance, just two weeks ago a Washington Post op-ed (“Iran: We do not want nuclear weapons”) by Iranian Foreign Minister Ali Akbar Salehi referred to the 2005 ruling: “Almost seven years ago, Iranian Supreme Leader Khamenei made a binding commitment. He issued a religious edict—a fatwa—forbidding the production, stockpiling and use of nuclear weapons.”
Well, that would seem to solve everything. If Iran doesn’t really want the bomb, then the confrontation that so many fear will have been averted. Indeed, if Khamenei has declared that a nuclear bomb is un-Islamic, then the second round of negotiations between Iran and the United States scheduled for Baghdad at the end of next month is unnecessary.
Unfortunately, no one can find the fatwa. And even if it did exist, it would appear that it is nothing more than a ploy to sow confusion among Iranian adversaries—especially the United States.
Ver notícia no Tablet mag
abril 21, 2012
abril 17, 2012
Argentina versus Espanha: Cristina Kirchner avança com projeto-lei de expropriação da petrolífera YPF, detida pela Repsol

Através de una cadena nacional, el Gobierno anunció hoy formalmente el envío al Congreso de un proyecto de ley para expropiar el 51% de YPF, a un precio que fijará el Tribunal de Tasaciones de la Nación y en el marco de la declaración de “interés público y nacional” al “autoabastecimiento de hidrocarburos”. El total a expropiar pertenece a la española Repsol.
El proyecto lleva por título “De la soberanía hidrocarburífera de la República Argentina”. En lo esencial, tiene varios puntos de contacto con el texto que había trascendido la semana pasada y que ya era analizado por legisladores oficialistas, aunque éste incorpora los reclamos de las provincias productorasde hidrocarburos.
El primer artículo del proyecto, de un total de 19 y que hoy mismo será enviado al Parlamento, declara “de interés publico nacional y como objetivo prioritario el logro del autoabastecimiento de hidrocarburos” y “la explotación, industrialización, trasnporte y comercialización de hidrocarburos”.
Ese marco es el que permite la parte más sustancial del proyecto: la declaración de “utilidad pública y sujeto a expropiación” del 51% de YPF Sociedad Anónima. Esas acciones, especifica el proyecto, se repartirán entre el Estado Nacional y las provincias que integran la Organización Federal de Provincias Productoras de Hidrocarburos (OFEPHI) de modo tal que el Estado nacional tendrá el 26,01% del total y las provincias productoras, el 24,99% (con, respectivamente, el 51% y el 49% del 51% que sería expropiado).
El texto establece, además, que el 51% a expropiar estará “representado por igual porcentaje de las acciones Clase D pertenecientes a Repsol YPF Sociedad Anónima” (es decir que, por lo menos según está planteado, no expropian las acciones que tiene la familia Eskenazy a través del Grupo Petersen ni las de los accionistas que compraron los títulos en la bolsa); que el ejercicio de los derechos accionarios de las provincias, además, se realizará “en forma unificada por el plazo mínimo de 50 años a través de un pacto de sindicación de acciones”, y que “se encuentra prohibida la transferencia posterior de tales acciones (las expropiadas) sin la autorización del Congreso de la Nación”. [...].
Ver notícia no Clarín
abril 09, 2012
Irlanda: referendo sobre tratado europeu a 31 de maio, desta vez sem "euro-tropeção"?
O referendo na Irlanda sobre o novo pacto orçamental europeu decorrerá a 31 de maio, anunciou esta terça-feira o governo.
«Numa reunião esta manhã, o governo marcou a data do referendo» sobre o tratado. «Este realizar-se-á na quinta-feira dia 31 de maio», disse o vice-primeiro-ministro, Eamon Gilmore, no parlamento, citado pela Lusa.
No final de janeiro, os dirigentes da União Europeia, com exceção do Reino Unido e da República Checa, aprovaram um pacto de disciplina orçamental para tentar combater a crise da dívida.
Aceitaram, assim, inscrever na legislação nacional uma «regra de ouro», um limite para o valor do défice, bem como sanções quase automáticas em caso de derrapagem dos défices públicos.
«O governo vai organizar uma vasta campanha de informação para garantir que os eleitores são informados do conteúdo do tratado e facilitar um verdadeiro debate sobre a decisão que o governo deverá tomar em relação ao assunto», explicou o «número dois» do governo.
O anúncio de Dublin, no final de fevereiro, de referendar o pacto orçamental, foi recebido por Bruxelas com preocupação.
Segundo uma sondagem divulgada no domingo, 49 por cento dos irlandeses pronunciar-se-ão a favor do tratado, 33 por cento votarão contra e 18 por cento estão indecisos.
Ver notícia da Agência Financeira
«Numa reunião esta manhã, o governo marcou a data do referendo» sobre o tratado. «Este realizar-se-á na quinta-feira dia 31 de maio», disse o vice-primeiro-ministro, Eamon Gilmore, no parlamento, citado pela Lusa.
No final de janeiro, os dirigentes da União Europeia, com exceção do Reino Unido e da República Checa, aprovaram um pacto de disciplina orçamental para tentar combater a crise da dívida.
Aceitaram, assim, inscrever na legislação nacional uma «regra de ouro», um limite para o valor do défice, bem como sanções quase automáticas em caso de derrapagem dos défices públicos.
«O governo vai organizar uma vasta campanha de informação para garantir que os eleitores são informados do conteúdo do tratado e facilitar um verdadeiro debate sobre a decisão que o governo deverá tomar em relação ao assunto», explicou o «número dois» do governo.
O anúncio de Dublin, no final de fevereiro, de referendar o pacto orçamental, foi recebido por Bruxelas com preocupação.
Segundo uma sondagem divulgada no domingo, 49 por cento dos irlandeses pronunciar-se-ão a favor do tratado, 33 por cento votarão contra e 18 por cento estão indecisos.
Ver notícia da Agência Financeira
abril 03, 2012
Roubini diz que a Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha deverão abandonar a zona euro a médio prazo
La crisis en el Viejo Continente es como un matrimonio en problemas y la única solución es el divorcio. Al menos así lo considera el economista Nouriel Roubini, conocido como "doctor catástrofe".
En una columna de opinión escrita en colaboración con Arnab Das, director de la consultora RGE, para el Financial Times, ambos determinan que Grecia y otros países de la zona euro como Portugal e Irlanda siguen teniendo serios problemas.
Para ambos expertos, estos países podrían necesitar una mayor reestructuración ya que la zona euro carece de los componentes esenciales necesarios para lograr una unión monetaria exitosa. Por ello, sugieren que la fragmentación de la Eurozona es la mejor solución a medio plazo a la crisis.
La "división puede ser difícil de hacer, pero es mejor que seguir viviendo en un matrimonio mal avenido". Para hacer frente a lo que, argumentan, son las principales taras del diseño de la zona euro, Roubini y Das proponen un "acuerdo de divorcio" en el que algunos países, idealmente, Portugal, Irlanda, Italia, Grecia y España, abandonen la Eurozona mientras un grupo de países estables continúan conservando el euro. [...]
Ver notícia no elEconomista.es
março 28, 2012
‘Preparem-se para uma nova era de choques petrolíferos‘ artigo de Martin Wolf no Financial Times
[...] Oil, unlike natural gas, is a globally traded commodity, whose price is set in world markets. In 2010, the US produced 7.8m barrels a day, 9 per cent of the world’s supply. Unlike Saudi Arabia, the US lacks spare capacity: it is a price taker. Responding to his critics, Mr Obama said: “We are drilling more. We are producing more. But the fact is, producing more oil at home isn’t enough to bring gas prices down overnight.” These remarks are correct, except for the last word. Producing more oil would have next to no effect on oil prices.
Moreover, if there is a specific cause for the rise in oil prices, it is the tightening of sanctions on Iran, which Republicans support. If, as many desire, military action is taken, the impact on oil prices and the world economy will be far greater.
In the longer run, a big reduction in US demand, still 20 per cent of the world’s total, might make an appreciable difference to prices. Moreover, the relative wastefulness of US oil use, compared with other high-income countries, would make such a reduction quite easy to achieve. The best way to make this happen would be to raise prices, via higher taxation. But that policy is deemed un-American. It is a policy fit only for European wimps.
Yet, despite the absurd politicking, we should be concerned about the economic impact of high oil prices: a rise of $10 in the price of oil shifts $320bn a year from higher-spending consumers to lower-spending producers, within and across countries. The 15 per cent rise since December 2011 would shift close to $500bn. The real price of oil is also very high, by historical standards (see chart). Further rises would take the world into uncharted territory. [...]
Ver artigo no Financial Times
Moreover, if there is a specific cause for the rise in oil prices, it is the tightening of sanctions on Iran, which Republicans support. If, as many desire, military action is taken, the impact on oil prices and the world economy will be far greater.
In the longer run, a big reduction in US demand, still 20 per cent of the world’s total, might make an appreciable difference to prices. Moreover, the relative wastefulness of US oil use, compared with other high-income countries, would make such a reduction quite easy to achieve. The best way to make this happen would be to raise prices, via higher taxation. But that policy is deemed un-American. It is a policy fit only for European wimps.
Yet, despite the absurd politicking, we should be concerned about the economic impact of high oil prices: a rise of $10 in the price of oil shifts $320bn a year from higher-spending consumers to lower-spending producers, within and across countries. The 15 per cent rise since December 2011 would shift close to $500bn. The real price of oil is also very high, by historical standards (see chart). Further rises would take the world into uncharted territory. [...]
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