A margem da vitória de Putin é superior à prevista na projecção divulgada pelo instituto estatal VTsIOM após o fecho das urnas (58,3%), mas ainda assim dentro do que tinha sido previsto pelas sondagens antes das eleições, então numa margem entre os 59% e os 66%.
O primeiro-ministro e antigo Presidente (entre 2000 e 2008) vê, assim, garantido o seu regresso ao Kremlin já à primeira volta – agora para um mandato de seis anos, ao fim do qual pode ainda voltar a recandidatar-se, permanecendo no poder até 2024, por um período quase tão extenso quanto aquele em que José Estaline esteve à frente dos destinos da União Soviética.
Muito antes de a contagem estar concluída, Putin dirigiu-se à multidão que se juntou frente ao Kremlin para festejar a sua reeleição. “Prometi-vos que iriamos ganhar e ganhámos”, disse o ainda primeiro-ministro, que surgiu no palanque ao lado de Dmitri Medvedev, que lhe sucedeu na presidência e agora deverá assumir a chefia do Governo.
Emocionado, o homem forte do Kremlin disse que esta foi uma vitória clara “numa luta aberta e honesta”. Os eleitores “não deixaram destruir o Estado russo”, afirmou, numa alusão às manifestações que se seguiram à vitória do partido Rússia Unida nas legislativas de Dezembro, que a oposição considera fraudulentas. [...]
Ver notícia no Público
março 05, 2012
março 02, 2012
março 01, 2012
Leituras para refletir: ‘A Europa em Crise‘
O século XXI começou mal para a Europa e o Ocidente. A
crise financeira iniciada em 2007/2008 nos EUA transformou-se na crise mais
grave do pós-II Guerra Mundial. Em pouco tempo a União Europeia e a zona euro
ficaram no centro do turbilhão. Será que o capitalismo globalizado se tornou
uma “paixão nociva”? Quais são as raízes mais profundas desta crise? Como será
possível ultrapassá-la? Hoje tornou-se claro que a crise é também demográfica,
ética e de estilos de vida. Está em causa a sustentabilidade do modelo europeu
e a influência euro-ocidental no mundo. Todavia, como portugueses e europeus,
traz-nos uma oportunidade única de reflexão sobre o nosso futuro coletivo.
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fevereiro 27, 2012
fevereiro 24, 2012
Proliferação nuclear: bombardear o Irão?
For years Iran has practised denial and deception; it has blustered and played for time. All the while, it has kept an eye on the day when it might be able to build a nuclear weapon. The world has negotiated with Iran; it has balanced the pain of economic sanctions with the promise of reward if Iran unambiguously forsakes the bomb. All the while, outside powers have been able to count on the last resort of a military assault.
Today this stand-off looks as if it is about to fail. Iran has continued enriching uranium. It is acquiring the technology it needs for a weapon. Deep underground, at Fordow, near the holy city of Qom, it is fitting out a uranium-enrichment plant that many say is invulnerable to aerial attack. Iran does not yet seem to have chosen actually to procure a nuclear arsenal, but that moment could come soon. Some analysts, especially in Israel, judge that the scope for using force is running out. When it does, nothing will stand between Iran and a bomb.
The air is thick with the prophecy of war. Leon Panetta, America’s defence secretary, has spoken of Israel attacking as early as April. Others foresee an Israeli strike designed to drag in Barack Obama in the run-up to America’s presidential vote, when he will have most to lose from seeming weak. [...]
Ver artigo no The Economist
Today this stand-off looks as if it is about to fail. Iran has continued enriching uranium. It is acquiring the technology it needs for a weapon. Deep underground, at Fordow, near the holy city of Qom, it is fitting out a uranium-enrichment plant that many say is invulnerable to aerial attack. Iran does not yet seem to have chosen actually to procure a nuclear arsenal, but that moment could come soon. Some analysts, especially in Israel, judge that the scope for using force is running out. When it does, nothing will stand between Iran and a bomb.
The air is thick with the prophecy of war. Leon Panetta, America’s defence secretary, has spoken of Israel attacking as early as April. Others foresee an Israeli strike designed to drag in Barack Obama in the run-up to America’s presidential vote, when he will have most to lose from seeming weak. [...]
Ver artigo no The Economist
fevereiro 18, 2012
fevereiro 13, 2012
Grécia aprova medidas de austeridade em clima de guerrilha urbana
O parlamento grego
aprovou as novas medidas de austeridade, no meio de uma onda de
protestos violentos que está a deixar Atenas num clima de guerrilha
urbana. Os manifestantes usaram bombas incendiárias, pela primeira vez
num protesto na Grécia, e vários edifícios, alguns deles históricos,
foram incendiados.
A Grécia aprovou, este domingo, cinquenta
minutos após a hora prevista do início da votação, o memorando de
entendimento com a troika, que define um novo pacote de austeridade,
condição para Atenas receber o segundo resgate, que livra o país da
bancarrota.Os deputados do Parlamento grego votaram às 22.50 horas em Portugal continental (0.50 de segunda-feira, em Atenas) o novo plano de austeridade que a troika do Fundo Monetário Internacional (FMI), da União Europeia (UE) e do Banco Central Europeu (BCE) exigem como condição para o país receber um segundo pacote de resgate, de 130 mil milhões de euros, sem o qual irá à bancarrota.
A aprovação do plano de austeridade causou mossa no Governo, com a expulsão de 43 deputados, que não respeitaram a disciplina partidária e votaram contra o acordo. Nas ruas de Atenas, contam as agências France Press e Reuters, vive-se "um clima de guerrilha urbana", com confrontos entre polícias e manifestantes. [...]
Ver artigo no Jornal de Notícias
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fevereiro 09, 2012
Presidente do Parlamento Europeu diz que o futuro de Portugal é ‘o declínio‘
Num debate sobre o papel dos parlamentos na UE realizado a 1 de Fevereiro na Biblioteca Solvay, em Bruxelas – e depois difundido no canal de televisão alemão Phoenix do último domingo –, Martin Schulz referiu-se à visita-relâmpago que o primeiro-ministro português fez a Angola em Novembro, em que este admitiu ir à procura de capital angolano para as privatizações em curso.
“Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia”. [...]
Martin Schulz acabou, no debate em Bruxelas, por ir mais longe. Já sem falar de Portugal, mas num contexto de crescente proximidade entre a UE e a China (Merkel visitou o país na semana passada e o primeiro-ministro Wen Jiabao reafirmou a disponibilidade da China para ajudar a zona euro a ultrapassar a crise da dívida soberana), o presidente dos democratas europeus referiu-se ao contraste entre os modelos de desenvolvimento europeu e chinês, afirmando que este assenta numa “sociedade esclavagista, sem direitos, numa ditadura que oprime implacavelmente o ser humano”. [...]
Ver artigo no Público
“Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia”. [...]
Martin Schulz acabou, no debate em Bruxelas, por ir mais longe. Já sem falar de Portugal, mas num contexto de crescente proximidade entre a UE e a China (Merkel visitou o país na semana passada e o primeiro-ministro Wen Jiabao reafirmou a disponibilidade da China para ajudar a zona euro a ultrapassar a crise da dívida soberana), o presidente dos democratas europeus referiu-se ao contraste entre os modelos de desenvolvimento europeu e chinês, afirmando que este assenta numa “sociedade esclavagista, sem direitos, numa ditadura que oprime implacavelmente o ser humano”. [...]
Ver artigo no Público
janeiro 30, 2012
A Grécia vexada com a proposta alemã de nomeação de um ‘comissário para o orçamento‘
Greek politicians have reacted angrily at a leaked German proposal for a euro-commissioner to control the country's fiscal policy.
"Our partners do know that European integration is based on the institutional parity of member states and the respect of their national identity and dignity,” finance minister Evangelos Venizelos said Sunday (29 January) in a statement.
“Whoever puts before a people the dilemma of choosing between financial assistance and national dignity disregards basic historical lessons," he warned, a veiled reference to the Nazi occupation of Greece during World War II.
A German draft proposal, published on Friday by the Financial Times, envisaged the appointment of a "budget commissioner" by the eurozone finance ministers. This person's job would be "ensuring budgetary control" and compliance with the EU-IMF conditions attached to the second bail-out, which still has to be approved. [...]
Ver EUObserver
"Our partners do know that European integration is based on the institutional parity of member states and the respect of their national identity and dignity,” finance minister Evangelos Venizelos said Sunday (29 January) in a statement.
“Whoever puts before a people the dilemma of choosing between financial assistance and national dignity disregards basic historical lessons," he warned, a veiled reference to the Nazi occupation of Greece during World War II.
A German draft proposal, published on Friday by the Financial Times, envisaged the appointment of a "budget commissioner" by the eurozone finance ministers. This person's job would be "ensuring budgetary control" and compliance with the EU-IMF conditions attached to the second bail-out, which still has to be approved. [...]
Ver EUObserver
janeiro 23, 2012
‘A ascensão do capitalismo de estado‘ in The Economist
State-directed capitalism is not a new idea: witness the East India Company. But as our special report this week points out, it has undergone a dramatic revival. In the 1990s most state-owned companies were little more than government departments in emerging markets; the assumption was that, as the economy matured, the government would close or privatise them. Yet they show no signs of relinquishing the commanding heights, whether in major industries (the world’s ten biggest oil-and-gas firms, measured by reserves, are all state-owned) or major markets (state-backed companies account for 80% of the value of China’s stockmarket and 62% of Russia’s). And they are on the offensive. Look at almost any new industry and a giant is emerging: China Mobile, for example, has 600m customers. State-backed firms accounted for a third of the emerging world’s foreign direct investment in 2003-10.
With the West in a funk and emerging markets flourishing, the Chinese no longer see state-directed firms as a way-station on the road to liberal capitalism; rather, they see it as a sustainable model. They think they have redesigned capitalism to make it work better, and a growing number of emerging-world leaders agree with them. The Brazilian government, which embraced privatisation in the 1990s, is now interfering with the likes of Vale and Petrobras, and compelling smaller companies to merge to form national champions. South Africa is also flirting with the model.
This development raises two questions. How successful is the model? And what are its consequences - both in, and beyond, emerging markets? [...]
Ver artigo na revista The Economist
janeiro 16, 2012
janeiro 10, 2012
Riscos geopolíticos em 2012: o nuclear iraniano e o petróleo
Não é difícil encontrar motivos de pessimismo para 2012. Com Portugal, a Europa e grande parte do mundo seriamente afetados por uma crise económico-financeira, só falta agora, para adensar ainda mais o cenário, uma crise geopolítica grave. Há um ano atrás tivemos as revoluções em cadeia da margem Sul do Mediterrâneo que, apesar da instabilidade gerada, apenas afetaram um país produtor petrolífero com expressão – a Líbia. O ano de 2012 está a começar com sinais de que o programa nuclear iraniano pode estar a aproximar-se da fase crítica de obter resultados bem sucedidos. Que farão os atores mais diretamente envolvidos no assunto, nomeadamente Israel e os EUA? Essa é uma questão sobre cuja resposta só podemos conjeturar. Uma coisa é certa: se, por ação deliberada ou erro de cálculo, esses atores se envolverem num conflitualidade militar, o preço do petróleo e as nossas economias vão sofrer danos colaterais. É fácil antever que o estreito de Ormuz e a rota de transporte do petróleo que por ali passa irá ser, sob uma ou outra forma, um dos teatros de operações da confrontação.
janeiro 09, 2012
janeiro 03, 2012
Qual a razão porque os Estados pagam taxas de juro superiores às dos bancos? por Michel Rocard e Pierre Larrouturou
Ce sont des chiffres incroyables. On savait déjà que, fin 2008, George Bush et Henry Paulson avaient mis sur la table 700 milliards de dollars (540 milliards d'euros) pour sauver les banques américaines. Une somme colossale. Mais un juge américain a récemment donné raison aux journalistes de Bloomberg qui demandaient à leur banque centrale d'être transparente sur l'aide qu'elle avait apportée elle-même au système bancaire.
Après avoir épluché 20 000 pages de documents divers, Bloomberg montre que la Réserve fédérale a secrètement prêté aux banques en difficulté la somme de 1 200 milliards au taux incroyablement bas de 0,01 %.
Au même moment, dans de nombreux pays, les peuples souffrent des plans d'austérité imposés par des gouvernements auxquels les marchés financiers n'acceptent plus de prêter quelques milliards à des taux d'intérêt inférieurs à 6, 7 ou 9 % ! Asphyxiés par de tels taux d'intérêt, les gouvernements sont "obligés" de bloquer les retraites, les allocations familiales ou les salaires des fonctionnaires et de couper dans les investissements, ce qui accroît le chômage et va nous faire plonger bientôt dans une récession très grave. [...]
Ver artigo no Le Monde
Ver artigo no Le Monde
janeiro 01, 2012
dezembro 21, 2011
dezembro 18, 2011
dezembro 10, 2011
Acordo da Cimeira Europeia enfrenta sérios obstáculos legais e prováveis referendos
Within hours of arriving at a fragile treaty deal for the eurozone and nine other EU states, the agreement delivering deeper integration is already confronting the spectre of multiple referendums and a host of legal barriers.
Serious obstacles are beginning to materialise in Ireland, the Netherlands, Austria, Romania and Denmark, while Finland, Latvia and the Czech Republic may also present the process with additional hurdles.
Asked repeatedly by reporters whether the transfer of powers to Brussels contained in the deal would provoke a referendum in Ireland, the country's prime minister, Enda Kenny, refused to comment, saying only that the question first required a consultation with the attorney-general.
However, Irish Europe minister Lucinda Creighton this morning told Reuters that it was a toss-up whether a vote would be necessary"I would say it's 50-50 and we will be looking at the detail over the next couple of weeks," she said.
Elsewhere in the eurozone, Dutch Prime minister Mark Rutte insisted to reporters that a referendum in the Netherlands - where a referendum on the European Constitution in 2005 delivered a surprise No vote - would not be needed, as it concerns "no big new deals" but only "the cap-stone in the construction of the euro." [...]
Ver notíxia mo EU Observer
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