janeiro 10, 2012

Riscos geopolíticos em 2012: o nuclear iraniano e o petróleo

Não é difícil encontrar motivos de pessimismo para 2012. Com Portugal, a Europa e grande parte do mundo seriamente afetados por uma crise económico-financeira,  só falta agora, para adensar ainda mais o cenário, uma crise geopolítica grave. Há um ano atrás tivemos  as  revoluções em cadeia da margem Sul do Mediterrâneo que, apesar da instabilidade gerada, apenas afetaram um país produtor petrolífero com expressão  a Líbia. O ano de 2012 está a começar com sinais de que o programa nuclear iraniano pode estar a aproximar-se da fase crítica de obter resultados bem sucedidos. Que farão os atores mais diretamente envolvidos no assunto, nomeadamente Israel e os EUA? Essa é uma questão sobre cuja resposta só podemos conjeturar. Uma coisa é certa: se, por ação deliberada ou erro de cálculo, esses atores se envolverem num conflitualidade militar, o preço do petróleo e as nossas economias vão sofrer danos colaterais. É fácil antever que o estreito de Ormuz e a rota de transporte do petróleo que por ali passa irá ser, sob uma ou outra forma, um dos teatros de operações da confrontação.

janeiro 03, 2012

Qual a razão porque os Estados pagam taxas de juro superiores às dos bancos? por Michel Rocard e Pierre Larrouturou

Ce sont des chiffres incroyables. On savait déjà que, fin 2008, George Bush et Henry Paulson avaient mis sur la table 700 milliards de dollars (540 milliards d'euros) pour sauver les banques américaines. Une somme colossale. Mais un juge américain a récemment donné raison aux journalistes de Bloomberg qui demandaient à leur banque centrale d'être transparente sur l'aide qu'elle avait apportée elle-même au système bancaire.
Après avoir épluché 20 000 pages de documents divers, Bloomberg montre que la Réserve fédérale a secrètement prêté aux banques en difficulté la somme de 1 200 milliards au taux incroyablement bas de 0,01 %.
Au même moment, dans de nombreux pays, les peuples souffrent des plans d'austérité imposés par des gouvernements auxquels les marchés financiers n'acceptent plus de prêter quelques milliards à des taux d'intérêt inférieurs à 6, 7 ou 9 % ! Asphyxiés par de tels taux d'intérêt, les gouvernements sont "obligés" de bloquer les retraites, les allocations familiales ou les salaires des fonctionnaires et de couper dans les investissements, ce qui accroît le chômage et va nous faire plonger bientôt dans une récession très grave. [...]

Ver artigo no Le  Monde

dezembro 10, 2011

Acordo da Cimeira Europeia enfrenta sérios obstáculos legais e prováveis referendos


Within hours of arriving at a fragile treaty deal for the eurozone and nine other EU states, the agreement delivering deeper integration is already confronting the spectre of multiple referendums and a host of legal barriers.
Serious obstacles are beginning to materialise in Ireland, the Netherlands, Austria, Romania and Denmark, while Finland, Latvia and the Czech Republic may also present the process with additional hurdles.
Asked repeatedly by reporters whether the transfer of powers to Brussels contained in the deal would provoke a referendum in Ireland, the country's prime minister, Enda Kenny, refused to comment, saying only that the question first required a consultation with the attorney-general.
However, Irish Europe minister Lucinda Creighton this morning told Reuters that it was a toss-up whether a vote would be necessary"I would say it's 50-50 and we will be looking at the detail over the next couple of weeks," she said.
Elsewhere in the eurozone, Dutch Prime minister Mark Rutte insisted to reporters that a referendum in the Netherlands - where a referendum on the European Constitution in 2005 delivered a surprise No vote - would not be needed, as it concerns "no big new deals" but only "the cap-stone in the construction of the euro." [...]

Ver notíxia mo EU Observer