outubro 08, 2008

‘FMI prevê crescimento zero e subida do desemprego para Portugal em 2009‘ in Diário Económico, 8 de Outubro de 2008


No World Economic Outlook, publicado hoje, o FMI voltou a rever em baixa as previsões para a evolução do produto interno bruto (PIB) de Portugal, face aos números publicados há apenas uma semana. Este ano a economia deverá crescer 0,6% (face aos anteriores 0,7%) e em 2009 o ritmo deverá cair para apenas 0,1% (contra os 0,6% antes previstos), indica o Fundo.

Com o ano a ser marcado pela crise financeira – que está a passar rapidamente à economia real – esta já é a terceira vez que o FMI revê em baixa as previsão inicial de 1,3% para o crescimento da economia portuguesa em 2008 e 2009. Na passada sexta-feira, James Daniel, economista do FMI, já tinha indicado esta nova revisão para Portugal sem, no entanto, precisar os números. A consequência mais directa da estagnação será o aumento do desemprego, que o FMI prevê que atinja 7,8% em 2009, face aos 7,6% registados este ano.

A revisão para Portugal acompanha o agravamento das perspectivas para os seus principais parceiros comerciais. Espanha, Itália e o Reino Unido deverão contrair no próximo ano, França terá um crescimento nulo. Ao todo, a economia da zona euro deverá crescer apenas 0,1%, contra os 1,3% anteriormente apontados pelo Fundo.

http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/1173362.html
JPTF 2008/10/08

A derrocada do sector financeiro, cartoon do Financial Times

outubro 07, 2008

‘Reconhecimento do Kosovo: uma política errada e perigosa‘ por Pacheco Pereira in Público, 4 de Outubro de 2008


Tudo indica que o Governo português vai abandonar uma das suas raríssimas manifestações de individualidade em relação à União Europeia em matéria de política externa e reconhecer o Kosovo como país independente. Os grandes partidos europeus, o PSE e o PPE, alinham nesta decisão e, em Portugal, o PS e o PSD vão certamente apoiá-la. É, no entanto, uma decisão errada, uma a mais numa sequência desastrosa de decisões erradas na política externa europeia que conduzem a becos sem saída e ao agravar das condições de instabilidade na Europa Central e do Leste.

Portugal tinha sido um dos poucos países europeus a resistir à corrida pelo reconhecimento, liderada pelos EUA e com resposta pronta dos países que dominam a UE (França, Alemanha, Reino Unido). ( Eu elogiei as reservas portuguesas quanto ao reconhecimento do Kosovo. Seria interessante saber o que mudou.) Não são claras as razões por que o fez, embora tenha de se reconhecer que quer o Presidente da República, quer o ministro dos Negócios Estrangeiros, dizendo pouco, diziam certo, porque chamavam a atenção para os riscos deste reconhecimento como precedente e legitimação para outros movimentos de secessão. Presumia-se que falassem do Cáucaso, mas sabia-se que pensavam também em Espanha, outro dos países que não reconheceram o Kosovo, por óbvias razões de precedente para os separatismos basco e mesmo catalão. Esperava-se que Espanha contasse para a diplomacia portuguesa, mas que não fosse apenas a Espanha a contar. A guerra georgiana e o reconhecimento unilateral da Abkházia e da Ossétia pela Rússia mostram os enormes riscos desta política, que pode ainda alastrar-se à Moldova e mesmo à Ucrânia.

Acresce que a independência do Kosovo, separando um território internacionalmente reconhecido como fazendo parte de outro país, a Sérvia, é ilegal à luz do direito internacional e nunca será legitimada pelas Nações Unidas. Se fossem outros os interlocutores, haveria por cá um clamor por mais esta "violação do direito internacional", mas com os dois maiores partidos a concordarem, vai ser mais um assinar de cruz numa decisão "europeia" que nos escapa.

O Kosovo, um protectorado da União Europeia e dos EUA, é mais um "país" independente, sem viabilidade económica, sem autonomia política em relação aos seus patronos, na prática anexada a uma paupérrima Albânia, no centro de um dos mais profícuos centros de tráfico de tudo, mulheres, drogas, armas, mercenários para todos os terrorismos, sede de todas as máfias que actuam com esses produtos. Não é segredo para ninguém, toda a gente sabe. Sabe também que existe uma minoria sérvia que não reconhece a independência e que não participa no processo político do Kosovo e que pede a anexação com a Sérvia, ao mesmo tempo que actua como outras minorias ainda estabelecidas nos Balcãs como a Republica Serpska onde também o Governo da Bósnia não tem poder. Em todas estas situações permanece o potencial de conflito para o futuro, o que obriga a uma permanente estadia de tropas internacionais e a uma capitis diminutio em matérias fundamentais para a soberania, como a justiça, a polícia, a defesa e a política externa.
Esta situação é mais um passo numa política errada que nos Balcãs acentuou sempre a crise endémica após o fim do comunismo jugoslavo, misturando irrealismo, ignorância das condições históricas do conflito, com uma efectiva incapacidade para ter aquilo que conta no terreno nestes conflitos: ter força militar e vontade para a usar. E neste caso, por ironia, um seguidismo em relação à política americana para a região, onde os EUA têm dos últimos aliados, incluindo um membro da Liga Islâmica, a Albânia.

O reconhecimento do Kosovo é um passo a mais nesse processo, mas já é ele próprio uma consequência de uma série de opções políticas que deixaram a UE sem alternativa. Essas opções vêm desde 1991, num crescendo de passos que se atrapalham uns aos outros, num silly walk trágico e com muito pequeno futuro, e para os quais se encontra precedente apenas na política alemã da II Guerra, o que não é de bom agouro. Começa porque os principais países europeus e os EUA têm uma enorme responsabilidade no descalabro dos Balcãs, desde o desmembramento da Jugoslávia até aos dias de hoje. Foi a Alemanha que, decidindo unilateralmente reconhecer os "países" que se separaram da Jugoslávia, retomando, aliás, ligações tradicionais que vinham da II Guerra Mundial, oficializou o fim da Jugoslávia e abriu caminho à guerra civil. Verdade seja que provavelmente o desmembramento da Jugoslávia seria inevitável, mas a decisão precipitou a guerra civil ao favorecer a corrida às fronteiras e as limpezas étnicas que um pouco por todo o lado se verificaram e os massacres que as acompanhavam. Embora pouco lembrada, a maior dessas limpezas étnicas atingiu os sérvios da Krajina e não os croatas, nem os bósnios, nem os kosovares. Como é com os sérvios, ninguém quer saber.

A sucessão de "guerras" entre eslovenos e sérvios, croatas e sérvios, bósnios e sérvios e croatas, e albaneses e sérvios, deixou o maior rasto de destruição na Europa desde a II Guerra Mundial, cuja memória renasceu em muitos dos beligerantes que tinham velhas contas a ajustar. A tentativa de intervenção europeia no solo e americana no ar, sob a égide da ONU, para manter a paz e proteger as populações, tinha regras de envolvimento tão restritivas que tornavam as tropas em pouco mais do que observadores das violências cometidas à sua frente. O receio americano de colocar soldados no chão, limitando-se ao apoio aéreo, e a pouca preparação e falta de motivação das tropas terrestres, aliado a comandos indecisos, actuando mais como diplomatas e políticos do que militares, que queriam acima de tudo evitar baixas nas suas tropas, levaram a uma exibição de fraqueza que militares e milícias endurecidas e cruéis como era o caso dos sérvios entendiam e bem como fraqueza. O massacre de Srebrenica foi cometido à frente de cerca de 400 soldados holandeses sob comando francês. Mais tarde, o Governo holandês veio a admitir responsabilidade parcial pelo falhanço da "protecção" dada aos bósnios e por procedimentos impróprios no plano militar. A verdade é que muitos soldados europeus demoraram a perceber que nos Balcãs as guerras são a sério e meras exibições de força não chegam.

Os acontecimentos que levaram à secessão do Kosovo com a violenta intervenção policial e militar dos sérvios, seguida do êxodo da população albanesa, exacerbada pela existência de uma guerrilha pró-albanesa apoiada pela CIA, cujos dirigentes são hoje os políticos no poder no Kosovo, levaram a uma intervenção militar que incluiu o bombardeamento da Sérvia e à queda de Milosevic, mas deixaram o Kosovo numa terra de ninguém no plano político. Legalmente, o Kosovo é território sérvio, hoje é para os países que o reconheceram um píis independente, na prática é um protectorado da UE e dos EUA, com uma zona maioritariamente albanesa e uma minoria sérvia à volta de Mitrovica dotada de um considerável autogoverno. Isto significa que se a UE não quer ver milícias sérvias a passarem a fronteira para apoiarem os seus "irmãos" cercados pelos albaneses ou uma anexação de facto dos territórios do Norte do Kosovo pela Sérvia, ou, noutra versão possível, os sérvios do Kosovo a terem que fugir das suas terras para a Sérvia noutra limpeza étnica, os militares têm que continuar a lá estar eternamente.

É por isso que a decisão do reconhecimento unilateral do Kosovo é também má para os conflitos internos, porque nos Balcãs estas feridas podem conhecer momentos de aparente cicatrização, mas têm uma longa história de abrir de novo. Por muito que isto possa chocar, se se quer mexer nas fronteiras da ex-Jugoslávia, então faça-se "limpeza étnica" a sério, deixando os novos países com um grau de homogeneidade étnica e religiosa bastante para a questão para eles passar a ser de política externa e não interna.

Não se choquem muito com esta sugestão, porque foi o que a Sociedade das Nações fez com as populações gregas na Anatólia e turcas na Trácia, nos anos vinte e, já que se está numa de "engenharia nacional", mais valia redesenhar tudo, com muito dinheiro e muita negociação, em vez de reconhecer países na base das fronteiras administrativas da antiga Jugoslávia, mantendo todos os problemas por resolver e acicatando os ódios.

http://abrupto.blogspot.com/2008/10/reconhecimento-do-kosovo-uma-poltica.html
JPTF 2008/10/07

Prémio Nobel da Economia 2008, cartoon do jornal Le Temps

Do paraíso ao inferno: ‘economia da Islândia à beira do colapso‘ in Times, 7 de Outubro de 2008


The Icelandic Government seized control of the country’s biggest banks last night in an attempt to fend off wholesale economic collapse.

Turmoil at the banks, whose shares were suspended by the Government yesterday afternoon, had sparked panic in the tiny state, which has a population of 300,000, about the size of Coventry.

Queues formed at petrol stations as Icelanders rushed to fill up before reported fuel shortages, while savers who tried to withdraw money from banks or sell bank shares on the internet found websites were not working.

Meanwhile, fears mounted in Britain that the deterioration of Iceland’s two biggest banks - Kaupthing and Landsbanki - could have disastrous consequences for savers, City staff and the high street.

Sources said that Landsbanki and the country’s third-biggest bank, Glitner, will soon be fully nationalised, while Kaupthing had been forced to take state loans.

In a late-night sitting, parliament approved a Bill giving the Government wideranging powers over the banks, including the ability to seize their assets, force them to merge or compel them to sell off their overseas subsidiaries, many of which are in London.

Icelandic banks have lent hundreds of billions of pounds overseas and their position in the world’s financial system far outweighs the size of the country’s tiny economy, the GDP of which was only $20 billion last year.

The country’s banks have been under pressure for most of the year, struggling with rampant inflation, the collapsing value of the currency and fallout from an overheated economy.

In Reykjavik, the capital, confusion reigned among a public unsure whether their savings and investments were safe, even after the Government moved to guarantee deposits. The country’s state surgeon even warned politicians and the media to ensure that they did not alarm old people.

Savers in Britain also face fallout from the collapse of the Icelandic banking system. Fears mounted yesterday among the 300,000 British savers holding bank accounts with Landsbanki that their deposits were at risk. In the event of a collapse, savers with Kaupthing are entitled to compensation of up to £50,000 from the British authorities - as much as depositors in any British bank - but British savers with Landsbanki are not.

British savers tempted into high-interest Icesave accounts would have to rely on a much smaller Icelandic government fund to guarantee their first £16,317 of savings should Icesave collapse, with Britain only picking up the remaining £33,483 under the government depositor guarantees.

Times readers reported yesterday morning that they could not withdraw their money from Icesave accounts over the internet. But a spokesman for the bank said that Icesave was now operating normally and depositors could withdraw money. He added that the Icelandic Government had ample foreign reserves to cover the £4bn of British deposits in the event of any collapse.

Icelandic banks have lent money to British retailing and pub groups, raising fears that their collapse could lead to a firesale of British assets. Baugur, the Icelandic investment group that owns stakes in House of Fraser, Debenhams, Woolworths, Moss Bros, French Connection and the supermarket chain Iceland, said that its British businesses were not affected. But well-placed City sources said that Baugur had held private discussions about selling some assets and persuading banks to lend fresh money against others. “There are covert conversations taking place,” one source said.

A spokesman for Baugur denied that there had been an increase in such conversations in the past week.

Hundreds of jobs in the City of London are also linked to the fate of Iceland’s banks. Market sources said yesterday that Singer & Friedlander, the asset manager owned by Kaupthing, was being informally offered for sale. Other sources said that Teather & Greenwood, the stockbroker recently sold by Landsbanki to Straumur, another Icelandic bank, could be put up for sale again. Straumur said that it had no plans to sell the broker, but this was before the Icelandic Government had announced its nationalisation plans.

http://business.timesonline.co.uk/tol/business/industry_sectors/banking_and_finance/article4894904.ece
JPTF 2008/10/07

Há um ano atrás... ‘Banca lucrava mais 301 milhões no primeiro semestre‘ in Jonal de Negócios, 20 de Setembro de 2007


Os bancos a operar em Portugal lucraram mais 301 milhões de euros no primeiro semestre deste ano do que no mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB). O número de balcões aumentou em 314 unidades e a banca contratou mais 2.570 empregados.
Os lucros dos bancos que operam em Portugal aumentaram 24,9% para 1.512 milhões de euros, no primeiro semestre deste ano. O produto bancário de exploração cresceu 14,5% para 5.074 milhões de euros.
O resultado financeiro manteve a posição de principal contribuinte na formação do produto bancário (peso de 54,5%) e aumentou 14,3% para 2.765 milhões de euros.
A ABP refere que a evolução dos indicadores de actividade bancária evidenciam um dinamismo "considerável", nomeadamente ao nível do activo líquido, com o crédito a clientes a registar uma variação positiva de 13,6% (incluindo o crédito titularizado o crescimento foi de 13,7%).
Além disso, do lado da captação de fundos registou-se um crescimento de 8,2% para 147,5 mil milhões de euros nos recursos de clientes enquanto as responsabilidades representadas por títulos aumentaram 30,4% para 52,1 mil milhões de euros.
Os dados relativos à captação de fundos sugerem "a crescente utilização do mecanismo de emissão de obrigações de vários tipos, sobretudo em mercados internacionais, como fonte de financiamento da actividade," refere a APB.
Mais balcões e trabalhadores
O número de balcões aumentou em 314 unidades graças ao contributo de várias instituições, Banif, Barclays, BES e BPI.
O sector bancário contratou mais 2.570 empregados, nos primeiros seis meses do ano, totalizando 54.558 funcionários correspondentes a 11 pessoas por balcão. O aumento registado reflecte "o reforço de pessoal destinado ao apoio à expansão da rede".
A Associação destaca a melhoria da eficiência operativa, com o rácio "cost to income" a manter a evolução descendente, caindo 5 pontos percentuais para 50,4%.
A análise da APB incide sobre 38 instituições bancárias a operar em Portugal, não incluindo aquelas que desenvolvem a sua actividade sobretudo no quadro offshore.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=302655
JPTF 2008/10/07

outubro 06, 2008

‘Crash nas bolsas europeias‘ in Euronews, 6 de Outubro de 2008


A Europa viveu, neste primeiro dia da semana, uma queda acentuada nos índices bolsistas, aquilo a que muitos já chamam um crash. As praças de Lisboa e Paris foram as que mais perderam na Europa ocidental, com quedas impressionantes, de mais de 9%. O índice pan-europeu eurostoxx 50 perdeu mais de 7%. As outras principais bolsas da Europa, como Londres, Milão, Zurique, Madrid ou Bruxelas, viveram também um dia de quedas há muito não vistas, de entre 6% e 9%. Diz um corretor norte-americano: “Estou aqui há 30 anos e nunca vi uma coisa assim. É desconcertante ver a situação dos mercados. Sempre quisemos uma economia global, mas agora ela voltou-se contra nós. Se a Europa desce, nós descemos com ela”. No caso de Lisboa, foi a maior queda diária de sempre. O sector energético liderou as descidas, com a EDP a perder mais de 16%, a Galp com uma queda de 11% e sector da banca também em queda a pique. O governo português anunciou já que vai juntar-se aos países que garantiram a segurança das poupanças dos particulares, face à crise financeira. A bolsa mais penalizada, nesta segunda-feira negra, foi a de Moscovo. O índice RTS começou a semana com um deslize de mais de 19%, devido aos medos de que a Rússia não consiga fazer face à crise.
http://www.euronews.net/pt/article/06/10/2008/crisis-fears-pummel-worldwide-stocks/
JPTF 2008/10/06

‘FTSE cai mais de 7% e a crise financeira global acentua-se‘ in Telegraph, 6 de Outubro de 2008


The UK's index of leading shares initially dropped more than 240 points before recovering slightly to 4,876.56 shortly after the market opened at 8am. In Europe, shares fell in Italy, Germany and France.
Earlier Asian shares fell as deteriorating credit markets prompted European governments to pledge bailouts for troubled banks.
Japan's Mitsubishi UFJ Financial Group and Australia's Macquarie dropped more than 6pc after Germany agreed on a $68bn package for Hypo Real Estate Holding and Britain said it's ready to support its banks.
Sumitomo Metal Mining lost 4.1pc after copper and gold prices sank amid concern a $700bn US bank bailout won't prevent a slowdown in global economic growth.
"It will probably be a rough week for global investors as they realize the credit crisis has a long way to play out," said Frederic Dickson, who helps oversee $25bn as chief market strategist at DA Davidson & Co. in Lake Oswego, Oregon.
"US action was an absolutely essential first step, and global intervention is needed."
The broader MSCI Asia Pacific Index fell 2.8pc to 101.68 in Tokyo and is poised for its lowest close since July 27, 2005. The Standard & Poor's 500 Index futures fell 1.6pc, while the euro fell 0.9pc to $1.3642.
Japan's Nikkei 225 Stock Average fell 3.3pc to 10,575.04. Mitsui Fudosan, the country's largest real-estate company, tumbled after UBS AG slashed its recommendation.
All markets open for trading in Asia declined, with benchmark stock indexes in South Korea, Taiwan and Australia falling more than 3pc.
http://www.telegraph.co.uk/finance/markets/3143690/FTSE-100-falls-as-global-banking-crisis-deepens.html
JPTF 2008/10/06

‘Partido Socialista Espanhol perde 1 milhão de votos apenas 7 meses após as eleições‘ in La Razón, 6 de Outubro de 2008


En apenas siete meses, los cuatro puntos de ventaja que los socialistas consiguieron sobre los populares en las elecciones generales del 9 de marzo se han evaporado. Si los comicios se repitiesen ahora, el PSOE volvería a ganar pero por un margen ínfimo. De hecho, ambos partidos quedarían en empate técnico. Según una encuesta de NC Report para LA RAZÓN, la formación de Rodríguez Zapatero lograría el 41,2 por ciento de los votos (10.230.335), mientras que la de Mariano Rajoy se quedaría a sólo dos décimas, con el 41 por ciento (10.168.010).
Los socialistas retroceden en el sondeo 3,1 puntos en intención de voto, desde el 44,4 al 41,2 por ciento de los sufragios, lo que se traduce en una importante pérdida de electores, superior al millón. El principal beneficiario de este descalabro sería el PP, que recogería 670.000 de esos votantes. Mientras, la formación que lidera Rosa Díez, Unión, Progreso y Democracia (UPD), se haría con 240.000 e Izquierda Unida (IU), con otros 175.000.
El aumento de la abstención, previsto en más de dos puntos, también pasa factura al PSOE, sustrayéndole 340.000 votos.
El proyecto de Zapatero ni siquiera seduce a los nuevos votantes o a los electores de otros partidos. Según la encuesta, los socialistas sólo son capaces de atraer a 330.000 votantes del Partido Popular, lo que limita sus pérdidas hasta ese no menos importante millón de votos.
El desplome socialista se traduciría en la pérdida de entre ocho o nueve diputados, pasando de 169 a un arco de entre 160 y 162.
La otra cara de la encuesta son los populares, que mejoran sus resultados de marzo en 0,6 puntos, del 40,4% al 41%, lo que se traduciría en una ganancia de dos o tres escaños -de los 154 actuales a 156 o 157-. Aunque en términos absolutos también pierden apoyos, su caída es de apenas 110.000 votos, lo que permite al partido de Rajoy enjugar casi por completo la ventaja que lograron los socialistas en marzo y reducir la diferencia de votos de algo más de un millón a poco más de 100.000. De hecho, en el intercambio de sufragios entre el PP y el PSOE, los populares conseguirían un saldo favorable de 340.000 sufragios, al trasvasarle a los socialistas 330.000 apoyos y restarle 670.000.
Subidas
Las pérdidas de los dos grandes partidos contrastan con el crecimiento del resto de formaciones, empezando por IU, que, según el sondeo, sube desde los 969.000 votos a 1.145.000, lo que le permitiría ganar dos o tres diputados con respecto al par (incluyendo el de Iniciativa)que ahora mismo tiene en la Cámara Baja. Aunque la subida más espectacular es, sin duda, la que experimenta UPD. Con apenas cinco meses de vida, el partido de Rosa Díez fue capaz de aglutinar el apoyo de algo más de 300.000 votantes, lo que le reportó un escaño. Ahora, un año después de su nacimiento, se auparía hasta los 670.000 sufragios, lo que incrementaría su representación parlamentaria en uno o dos diputados más.
Entre los partidos nacionalistas, el PNV, tras su descalabro de marzo, apenas si da síntomas de recuperación, y el incremento de su apoyo se limita a 10.000 votantes, insuficientes para añadir algún diputado más a los seis que tiene. CiU gana 20.000 y ERC prosigue su descalabro y, según el sondeo, pierde otros 80.000 votos, aunque mantendría sus tres diputados.
La pérdida de apoyo que sufren los socialistas no es óbice, sin embargo, para que Zapatero sea el líder político mejor valorado, aunque no llegue al aprobado. El presidente del Gobierno consigue un 4,94 sobre diez, seguido de cerca por Mariano Rajoy, con un 4,68. El líder socialista aprueba con un cinco entre los jóvenes de entre 18 y 29 años, mientras que el líder del PP lo hace entre los mayores de 65.
Rosa Díez salta hasta el tercer lugar con un 4,58, mientras que Gaspar Llamazares, que ayer anunció su abandono como coordinador general de IU, apenas logra un 3,97. El peor valorado de todos es el presidente del PNV, Íñigo Urkullu, con un 3,06.

http://www.larazon.es/72102/noticia/Espa%F1a/El_PSOE_pierde_un_mill%F3n_de_votos_siete_meses_despu%E9s_de_las_elecciones
JPTF 2008/10/06

outubro 03, 2008

Fatwa de ulema saudita ‘condena‘ o rato Mickey à morte in El Pais, 3 de Outubro de 2008



Un ulema saudí ha declarado ilícitas las fiestas de cumpleaños. Uno egipcio, censura la participación en concursos televisivos con premios en metálico. Y otro clérigo, el también saudí Mohamed al Munajid, ha emitido recientemente en televisión un edicto contra Mickey Mouse. Considera que el personaje de Disney es "un soldado de Satán" a quien "se debería matar". El dibujo animado, justifica, ensalza a los roedores, animales a los que, según él, la sharía (ley islámica) califica de pequeños corruptores y permite matar.

En los casos más graves, estos doctores de la ley islámica condenan a muerte a personas cuyas acciones consideran blasfemas o heréticas, al margen de las leyes de sus respectivos países. Esos pronunciamientos religiosos, las fetuas, son de obligado cumplimiento para los musulmanes, pero a veces resultan desconectados de la realidad o se contradicen unos a otros. A falta de un papa o un patriarca que ejerza de árbitro de la ortodoxia islámica, su proliferación abruma a los creyentes. Algunas voces piden que se ponga orden a ese caos.

El penúltimo debate ha estallado en Arabia Saudí, donde una de las más altas autoridades judiciales (y religiosas), el jeque Salih Ibn al Luhaydan ha decretado que "resulta legítimo matar" a los propietarios de las cadenas de televisión por satélite que emiten programas inmorales, siempre que otros castigos no resulten efectivos. Al Luhaydan, que preside los tribunales islámicos, respondía en la radio a un oyente que pedía su opinión sobre algunas telenovelas difundidas el mes de ramadán en las que aparecen mujeres musulmanas sin velo y, para los estándares más conservadores, ligeras de ropa.

Así es como se pronuncian las fetuas, a instancias de los creyentes. Aunque el islam proporciona pautas de comportamiento para todos los ámbitos de la vida, el Corán o los dichos del profeta no siempre dan respuesta a las situaciones de la vida contemporánea. ¿Es lícito para un musulmán participar en un concurso de televisión que ofrece jugosos premios en metálico o celebrar su cumpleaños? Ante la duda, los piadosos se dirigen a sus ulemas en busca de orientación.

Antes la respuesta del erudito en cuestión quedaba confinada al ámbito de sus seguidores más inmediatos. Hoy, con Internet y la televisión por satélite se difunde de inmediato. A los pocos minutos de pronunciarse, el edicto de Al Luhaydan estaba colgado en la Red y era objeto de un encendido debate, lo que llevó al jeque a matizarlo. Los nuevos medios de comunicación han aumentado la facilidad para plantear consultas. Hace un siglo, el comité de fetuas de Al Azhar (la más alta institución del islam suní) emitía menos de 200 edictos al día; hoy supera el millar. Y Al Azhar no es la única fuente de fetuas. De Marruecos a Indonesia, diferentes autoridades religiosas se sienten legitimadas para guiar a los fieles de su jurisdicción sobre cualquier tema, desde el sexo hasta las inversiones en Bolsa (algunos valores del parqué de Doha temblaron en 2006 cuando un ulema les acusó de financiarse con préstamos no islámicos).

Las cuestiones van desde lo trivial (si está permitido llevar peluca; hay edictos contradictorios) hasta asuntos de enjundia (el cambio de sexo; admitido por destacados ulemas). Pero las respuestas son, en ocasiones, delirantes. A una consulta sobre si está permitido que una mujer y un hombre sin relación alguna trabajen juntos a solas en una oficina, Ezzat Atiya, un clérigo de Al Azhar, sugirió el año pasado que la mujer amamantara al hombre cinco veces para crear un vínculo materno que descartara el riesgo de relaciones sexuales.

El escándalo que se desató en Egipto fue morrocotudo. El comité de fetuas de Al Azhar se reunió, anuló el edicto y sancionó al clérigo que lo emitió. Poco después, el presidente de esa universidad, Ahmed al Tayeb, propuso la creación de un canal de televisión para controlar "la profusión de fetuas que se emiten por dinero, o por gente ávida de fama, lo que ofende al islam y a la sociedad".

Hay decisiones esperpénticas, como la de alentar al asesinato de Mickey Mouse, pero también las hay graves. Occidente descubrió las fetuas a raíz de que el ayatolá Jomeini condenara a muerte a Salman Rushdie en 1989 por su novela Versos satánicos, que consideró una blasfemia. La popularidad del entonces líder iraní hizo temer que alguno de sus seguidores intentara ejecutarla. El escritor aún vive con protección policial.

Estos edictos religiosos plantean un dilema a los gobiernos de los países islámicos. ¿Tienen validez legal? Depende del peso que la sharía tenga en la legislación. Y de que los pronunciamientos acomoden a las autoridades de turno. En 2007, el Gobierno egipcio aplaudió el edicto del gran mufti Alí Gomaa contra la ablación de clítoris pero meses antes había parado una fetua que decretaba la escultura contraria al islam.

JPTF 200/10/03

outubro 02, 2008

‘Cacofonia europeia em torno de soluções para a crise financeira‘ in Euronews, 2 de Outubro de 2008


O Banco Central Europeu está reunido desde esta manhã em Frankfurt para discutir medidas para fazer face à crise financeira.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, que deverá manter a taxa de juro inalterada em 4,25%, continua a opor-se a uma intervenção “à americana”, defendendo a independência do banco relativamente ao poder político.

Mas, com os efeitos da crise a atravessarem o Atlântico, a Europa mostra-se dividida quanto às soluções a adoptar.

Para o presidente do Deutsche Bank, Josef Ackermann, “se os Estados Unidos aprovarem o plano Paulson, é importante que a Europa adopte medidas similares”.

A ideia de criar um fundo de ajuda aos bancos europeus deverá ser debatida, em Paris, na cimeira extraordinária dos países europeus do G7, convocada para Sábado pela presidência francesa da União.

E se França nega ter feito a proposta e Alemanha recusa-se a segui-la, fontes diplomáticas sublinham que o projecto não passa pela criação de um fundo europeu, mas por um modelo comum de resposta a aplicar a nível nacional.

Para lá da protecção da banca, os 27 querem salvaguardar os depósitos bancários, como a Irlanda que aprovou hoje a criação de um fundo de garantia atribuído aos seis bancos nacionais.

Ontem, a Comissão Europeia tinha proposto a criação de um organismo de supervisão do sector bancário, assim como novos limites à exposição do capital do sector aos chamados “activos tóxicos”.

O presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, afirmara ontem que, “a Europa tem de assumir as suas responsabilidades”, tendo apelado os 27 a tentarem chegar a uma “resposta coordenada, clara e articulada”.

http://www.euronews.net/pt/article/02/10/2008/pressure-mounts-for-eu-action-on-financial-crisis/
JPTF 2008/10/02

Economia espanhola afunda-se: aumento da taxa de desemprego foi o mais elevado da UE in ABC, 2 de Outubro de 2008


España acumuló en agosto el triste récord de ser el país con mayor tasa de paro de toda Europa por cuarto mes consecutivo, según Eurostat. En total el 11,3% de la población activa española estaba registrada en las listas del paro en agosto, lo que supone un aumento de tres décimas respecto al mes de julio.
Esta subida de tres décimas contrasta con el tímido avance de una décima que se registró de media en los países de la Eurozona hasta quedar en el 7,5% de la población activa. En el caso del conjunto de los Veintisiete países de la Unión Europea se mantuvo estable en el 6,9% de la población activa.
Otro dato negativo respecto a la situación del empleo en España es que está entre los países en donde más aumenta el desempleo, a pesar de que la crisis económica está afectando al conjunto del Viejo Continente.
Sólo en Irlanda se registró también un aumento del paro registrado de tres décimas en agosto pero hay que tener en cuenta que en ese país la tasa de paro, a pesar del aumento de tres décimas, sólo afecta al 6,2% de la población activa.
La Comisión Europea ya advirtió hace meses que España e Irlanda iban a ser precisamente los dos países en los que el aumento del desempleo iba a tener un mayor impacto como consecuencia, precisamente, de que eran los dos países europeos que más iban a sufrir la contracción del sector de la construcción, de vital importancia para ambas economías.No obstante, y pese al paralelismo entre ambos países, hay que destacar que el paro registrado es casi el doble en España que en Irlanda.
Si se toman los datos del último año el resultado es igual de malo o peor ya que en España el paro entre agosto de 2007 y el mismo mes de este año subió un 3%, frente al 1,7% que lo hizo en Irlanda, el 0,1% de la Eurozona, o la caída de dos décimas en la UE-27.
El segundo país con mayor tasa de paro en la UE en agosto, después de España, es Eslovaquia, con un 9,9%, lo que supone además una bajada de una décima respecto al mes de julio.
Dentro de la Eurozona y si se mira a los países de nuestro entorno próximo destaca el caso de Alemania, por ejemplo, en donde el paro no sólo no ha subido sino que ha disminuido una décima en agosto, hasta el 7,2% y se sitúa incluso por debajo de la media de los países del euro.
En Francia las cosas están algo peor que en Alemania al haber subido el paro dos décimas en agosto hasta el 8%, con lo que se sitúa medio punto porcentual por encima de la media de la Eurozona.

Italia, ejemplo a seguir
El caso de Italia, y a pesar de que el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, lo ponga como ejemplo de país batido por España en materia de renta per cápita, el paro afecta sólo a un 6,8% de la población activa, según los últimos datos disponibles, nada menos que un 4,5% por debajo del paro registrado en nuestro país.
La Comisión Europea ha insistido a las autoridades españolas en el mensaje de que el grave problema que tiene la economía española, y que se está poniendo de manifiesto cada mes con la fuerte subida del paro, es el hecho de que tiene que cambiar su modelo productivo y dar el giro hacia una economía de alto valor añadido más productiva que, normalmente, está menos sujeta a los vaivenes de los ciclos económicos, como le ha pasado a la construcción.
Sin citarlo Bruselas siempre mira hacia Holanda, por ejemplo, que goza históricamente de un nivel de paro bajísimo, nada menos que el 2,6% de la población activa, como consecuencia de tener una economía muy desarrollada basada sobre todo en grandes empresas tecnológicas cuyo secreto es el valor añadido.

Uno de cada 4 jóvenes en paro
Pero si el panorama de paro en España es muy malo en relación al resto de Europa en el caso de la situación de los jóvenes de menos de 25 años la cosa empeora considerablemente. Según la oficina de estadísticas Eurostat en agosto nada menos que un 24,6% de los jóvenes menores de 25 años estaba sin empleo en España, lo que supone que casi uno de cada cuatro jóvenes españoles no tenía trabajo. La media de paro juvenil, tanto en la UE como en la Eurozona, fue del 14,9% en agosto y, además, se mantuvo estable respecto al mes de julio.
En paro femenino España también tiene el triste récord de tener el más alto, el 12,9%, frente al 8,3% de la Eurozona.

http://www.abc.es/20081002/economia-economia/espana-lidera-cuarto-consecutivo-20081002.html
JPTF 2008/10/02

setembro 30, 2008

Para mais tarde recordar: há 70 anos Chamberlain assinava com Hitler o acordo de Munique que trazia ‘paz para o nosso tempo‘

"...the settlement of the Czechoslovakian problem, which has now been achieved is, in my view, only the prelude to a larger settlement in which all Europe may find peace. This morning I had another talk with the German Chancellor, Herr Hitler, and here is the paper which bears his name upon it as well as mine (waves paper to the crowd - receiving loud cheers and "Hear Hears"). Some of you, perhaps, have already heard what it contains but I would just like to read it to you ...". Later that day he stood outside Number 10 Downing Street and again read from the document and concluded: "My good friends, for the second time in our history, a British Prime Minister has returned from Germany bringing peace with honour. I believe it is peace for our time."
http://en.wikipedia.org/wiki/Neville_Chamberlain
JPTF 2008/09/30

André Glucksmann: Impõe-se ‘sair da bolha mental pós-moderna‘ in Le Figaro, 30 de Setembro de 2008


Inutile de consulter les grands économistes classiques pour comprendre la crise actuelle. Relisez simplement La Tulipe noire d'Alexandre Dumas et l'esprit du capitalisme descendra sur vous. L'alpha et l'oméga c'est la spéculation, à la fois dynamique conquérante, option sur un avenir prospère et d'autre part escalade perverse d'espérances sur les espérances, accumulation de crédits tirés sur des pronostics ultra-optimistes, châteaux de cartes soufflés par la première contre-performance venue. La spéculation c'est le ressort positif, vingt années de globalisation, l'enrichissement d'une majorité sur la planète - exemple : la Chine - et patatras ! La menace d'un effondrement à la mesure du succès précédent.

À la différence d'échelle près, la logique de l'emballement spéculatif sur les tulipes évoqué par Dumas annonce les pyramides de créances creuses des subprimes. Le capitalisme, c'est la mutualisation assurantielle des dangers et des espérances. D'où le dynamisme et simultanément la spéculation sur la spéculation. À la fois la réglementation prudente et la transgression imprudente des anciennes règles, le partage des risques et l'audace de risquer mieux que d'autres. D'où les faillites qui ponctuent une expansion impossible à contrôler d'avance mais insubmersible, malgré de successives et gigantesques avanies. Inutile d'opposer un capitalisme industriel supposé sage et une sphère financière promise à la folie. Le progrès industriel lui-même n'a rien d'un fleuve tranquille, il alterne sans cesse création et destruction, mise en friche des forces productives et explosion de nouvelles sources de richesse. La finance encourage ce mouvement de destruction créatrice, qui définit siècle après siècle l'occidentalisation du monde.

Rien d'original donc dans les bulles qui menacent d'implosion l'économie planétaire, si ce n'est l'insouciance avec laquelle on les a laissées gonfler. Les avertissements n'ont pourtant pas manqué. Aux États-Unis (Enron), comme en France (Crédit lyonnais, BNP), des emballements locaux mais ruineux ont révélé, à la tête d'entreprises privées ou publiques, des décideurs napoléoniens qui se croyaient tout permis. On vit des fonctionnaires lancer leurs entreprises à l'assaut de Hollywood, sans pour autant négliger leurs avantages personnels et le contribuable dut payer les pots cassés.

Le problème est moins telle ou telle technique financière qu'on promet désormais de contrôler, que l'état d'esprit général qui en a permis la floraison effrénée. Retrouvez dans les conseils d'administration le leitmotiv postmoderne : il n'y a pas de risque, pas de mal, preuve par les parachutes dorés. Depuis la fin de la guerre froide, la promesse d'un monde apaisé diffuse, urbi et orbi, l'annonce d'une histoire sans défi, sans conflit, sans tragique qui autorise tout et n'importe quoi.

Une bulle spéculative se soutient d'un pari qui se confirme lui-même. Elle est, selon le linguiste Austin, «performative». Pour le spéculateur, créditer c'est faire être. «La séance est ouverte !», proclame le président d'une assemblée, c'est vrai parce qu'il le dit : ici la réalité se règle sur le dire, alors que dans les cas ordinaires le dire, non plus performatif mais indicatif, se règle sur la réalité. La bulle financière accumule les crédits sur les crédits et s'enrichit de son autoaffirmation. Elle s'enferme dans son rapport à soi, c'est son côté bulle, et abolit progressivement le principe de réalité : seuls sont effectifs les produits financiers que mes investissements inventent.

Pareil fantasme de toute puissance napoléonienne n'anime pas seulement le trader, mais aussi bien ceux qui le laissent s'aventurer, pas seulement les patrons des instituts financiers, mais les autorités politiques, universitaires et mass médiatiques, qui ne s'inquiètent de rien. L'idéologie performative - c'est vrai parce que nous le disons - gouverne l'occidentalisation de la planète depuis la fin de la guerre froide : le camp adverse s'étant désagrégé, l'avenir nous appartient et les dangers fondamentaux se sont évanouis.

Reconnaissez dans le déni «performatif» de la référence au réel la «folle du logis», que les auteurs classiques nomment «imagination». Le postmoderne, qui s'institue «par-delà le bien et le mal» et qui se moque de la distinction du vrai et du faux - supposée idole du passé - lâche la bride à son imagination et habite une bulle cosmique. L'euphorie n'est pas moindre en matière politique qu'en manipulation boursière, il fallut près de dix ans pour que Bush, Rice, Blair et le Quai d'Orsay découvrent que Poutine n'est pas le «good guy» et le démocrate en herbe dont ils s'étaient entichés. Il faudra probablement dix ans pour procéder à une évaluation froide des deux tournants décisifs marquant la fin du XXe siècle. La réunification d'une grande partie de l'Europe, qui, depuis les révolutions démocratiques de Géorgie et d'Ukraine, inquiète souverainement le Kremlin. Et l'émergence de la Chine, qui modifie de fond en comble l'équilibre mondial. D'une part, le «miracle économique» suscité par la réforme de Deng Xiaoping relègue définitivement l'économisme collectiviste marxiste au Musée Grévin : l'avantage de l'économie de marché saute aujourd'hui aux yeux. D'autre part, un tel miracle économique n'est aucunement gage de démocratie et de coexistence pacifique. Les deux miracles économiques majeurs du XXe siècle, l'Allemagne et le Japon, ne sont-ils pas à l'origine des 50 millions de morts de la Seconde Guerre mondiale ?

Puisse le frisson anticipant une crise universelle nous offrir l'occasion de sortir de la bulle mentale postmoderne, de doucher l'euphorie de nos vœux pieux et d'oser avoir, enfin, les yeux en face des trous. Mais je crains d'énoncer ainsi un vœu pieux de plus.

http://www.lefigaro.fr/debats/2008/09/30/01005-20080930ARTFIG00499-une-bulle-economico-mentale-.php
JPTF 2008/09/30

setembro 29, 2008

‘Índice Dow Jones sofreu a maior quebra diária após voto de rejeição da Câmara dos Representantes‘ in CNN, 29 de Setembro de 2008


U.S. lawmakers in the House of Representatives on Monday voted against the biggest proposed government intervention in the U.S. economy since the Great Depression of 1929.

Government officials, Treasury chiefs and political leaders from both sides of the political divide thought they had agreed Sunday on the details of a $700 billion rescue plan that would prop up the nation's ailing financial system - and be supported in the House of Representatives.

As it became apparent the vote was lost, the Dow plunged and closed about 690 points down.

Republicans and Democrats blamed each other for the result - 205 to 228 against the bailout.

President George W. Bush was "very disappointed," his spokesman, Tony Fratto said. Bush will be meeting with his advisors and will be calling congressional leaders, Fratto added.

Before the vote, Bush said the plan was of "tremendous importance to all Americans."

He said it would address "the root causes of the financial crisis" and "restore strength and stability to the U.S. financial system."

A four-hour debate included impassioned pleas for and against the measure from Democrats and Republicans alike. Even some of those arguing the legislation must be approved were quick to point out problems with it.

But the vote began with both Democratic and Republican leadership telling their members the only way to protect the economy from a spreading credit crunch was to vote for the difficult to swallow measure.

After the defeat, Republican leaders accused Nancy Pelosi, the Democratic speaker of the House, of giving a "partisan speech" which "poisoned" Republican support.

Pelosi said the $700 billion "is a number that is staggering, but tells us only the costs of the Bush administration's failed economic policies."

But Barney Frank, the top Democrat on the House Financial Services Comnmittee, demanded: "Because somebody hurt their feelings, they decided to punish the country?"

When leading House Republicans signed on to the proposal Sunday after earlier reservations, the bill was expected to pass.

Governments, markets and businesses around the world were watching developments in Washington closely amid fears that failure to tackle the crisis on Wall Street could have disastrous repercussions for the entire global economy.

Markets tumbled again on Monday, affected by uncertainty earlier in the day over the U.S. bailout plan and fresh anxiety over the longterm consequences of so-called "toxic debts" which have already brought many established financial names to their knees.

On Wall Street, the Dow Jones plunged 730 points as it became apparent the bailout was rejected. It recovered slightly to about 500 points down but closed at 690 down according to preliminary figures.

Light, sweet crude oil for November fell $10.52, or 8.9%, to $96.37 on the New York Mercantile Exchange.

European and Asian markets were closed by the time the bailout was rejected.

In Europe, London's FTSE 100 closed down about 4.16 percent, Paris' CAC-40 was down 4.9 percent and Frankfurt's DAX fell 3.87 percent.

In Asia, Hong Kong's benchmark Hang Seng Index shed 4.31 percent to 17,876.41 while Tokyo's Nikkei closed down 1.3 percent at 11,743.61.

In other developments Monday, federal regulators said they had brokered a deal for Wachovia, the fourth largest bank in the U.S., to sell its banking assets to Citigroup. Shares in Wachovia crashed on Friday amid concerns over its exposure to subprime mortgage debt.

The UK's Bradford & Bingley mortgage lender became the second British bank to be taken into public ownership as a consequence of the fallout from the credit crunch.

Troubled Dutch-Belgian insurance giant Fortis also received an 11.2 billion euros ($16.4 billion) lifeline to protect it from insolvency over the weekend from the governments of Belgium, the Netherlands and Luxembourg.

The U.S. bailout bill, released Sunday and endorsed by Bush after days of intense negotiations, is based on Treasury Secretary Henry Paulson's request for authority to purchase bad debts from financial institutions so banks can resume lending to enable credit markets, now virtually frozen, to resume operating normally.

Concerns among some politicians over potential costs to taxpayers led to several amendments inserted to protect them from risk while giving them a chance to share in any profits if companies on Wall Street benefit from the plan.

Pelosi said Sunday the provisions added by Congress -- which include a restriction on salary packages for senior executives whose companies benefit from the rescue plan -- will protect taxpayers from having to foot the bill for the bailout.

The aim of the rescue plan, which Paulson has been pushing since September 18, is to unfreeze the credit markets -- short-term lending among banks and corporations. The core of the problem is bad real estate loans that led to record foreclosures when the housing bubble burst and home prices declined.

In the past two weeks, the banking world and Wall Street have been reordered by a wave of collapses and corporate mergers.

The U.S. government has already intervened to protect key mortgage lenders Fannie Mae and Freddie Mac and insurance giant AIG. Investment bank Lehman Brothers filed for bankruptcy while Merrill Lynch was forced to sell itself to Bank of America.

http://edition.cnn.com/2008/BUSINESS/09/29/us.congress.bailout.deal/index.htmlJPTF 2008/09/29

A conquista espacial da China

setembro 28, 2008

‘Irão: uma ameça maior que Wall Street‘ in The Australian, 27 de Setembro de 2008


Iran is a problem from hell. The next US president, be it Barack Obama or John McCain, is going to have plenty to worry about: the Wall Street financial crisis, the war in Afghanistan, Pakistan's internal crisis, the relentless military build-up of China and the temptation it will soon have of trying to retake Taiwan militarily. But you can be sure of this. At some stage during the next presidency, Iran will blow up into a full-scale crisis that will dominate global politics and that may indeed be more important even than the other problems listed above.

The new president will have one modestly useful extra resource, a bipartisan report commissioned by two former US senators and written primarily by Middle East expert Michael Rubin of the American Enterprise Institute. The Weekend Australian has obtained a copy of the report, to be released later this week. Before I got the report, I had a long discussion with Rubin.

Rubin is a Republican, but the report he wrote was the consensus work of a bipartisan taskforce that includes Dennis Ross, Obama's key Middle East adviser.

The report is sobering and in some ways shocking reading. It begins baldly: "A nuclear weapons capable Islamic Republic of Iran is strategically untenable."

It points to the disastrous consequences of an Iran with nuclear weapons: "Iran's nuclear development may pose the most significant strategic threat to the US during the next administration.

"A nuclear ready or nuclear-armed Islamic Republic ruled by the clerical regime could threaten the Persian Gulf region and its vast energy resources, spark nuclear proliferation throughout the Middle East, inject additional volatility into global energy markets, embolden extremists in the region and destabilise states such as Saudi Arabia and others in the region, provide nuclear technology to other radical regimes and terrorists (although Iran might hesitate to share traceable nuclear technology), and seek to make good on its threats to eradicate Israel.

"The threat posed by the Islamic Republic is not only direct Iranian action but also aggression committed by proxy. Iran remains the world's most active state sponsor of terrorism, proving its reach from Buenos Aires to Baghdad."

In one sense the report is ostensibly optimistic. It argues: "We believe that a realistic, robust and comprehensive approach - incorporating new diplomatic, economic and military tools in an integrated fashion - can prevent Iran from acquiring nuclear weapons capability."

However, it is unclear whether the report's authors really believe this is possible. It would have been inconceivable to write a report saying without qualification that the game is up, nothing can be done short of direct military action. It would also have gone against the problem-solving, optimistic grain of American public life.

But the report provides overwhelming evidence for pessimism.

For a start, it states quite plainly that no approach can work on Iran that is not much, much tougher on the economic sanctions front, so that the cost to Iran of continuing to pursue nuclear weapons becomes too great, while the incentives of normalisation would become correspondingly more attractive to Tehran. But the report makes it clear that tougher sanctions cannot possibly work without the full co-operation and enthusiastic implementation by not only the US but the European Union, Russia, China and the other Persian Gulf states.

In what is a spectacular understatement, the report drily notes that recent events in Georgia may make Russian co-operation more difficult to achieve.

In our discussion, Rubin told me he thought the Russians might feel themselves to be in a win-win situation.

If they continue to sell the Iranians nuclear technology, they make a lot of money and frustrate the Americans. If the US or Israel ultimately strikes at Iran's nuclear facilities, it will do two things that will please Russia. It will cause great international discomfort for the US, thus lessening any US pressure on Russia over human rights, its treatment of Georgia or other such issues. And it will drive up energy prices when Russia is a huge exporter of energy, thus making Russia evenricher.

Long-term, enlightened self-interest would see the Russians recognise the dangers they too would ultimately face from a nuclear-armed Iran, but so far that long-term, enlightened self-interest has been notably lacking in the Russian governing class.

The report is an impressive document and deeply realistic. It recognises the real possibility that the strategy it proposes will not work. It is very difficult to imagine achieving the degree of international unity that would be required even to put the strategy into effect.

And even if that international unity is achieved and the strategy implemented, Iran's rulers may decide to go ahead with their nuclear weapons ambitions anyway.

One of the strongest pessimistic indicators in the report is that there is universal intelligence and diplomatic agreement that Iran was working hard on a nuclear weapons program during the period of its maximum apparent moderation under the reform president, Mohammed Khatami, when it also had the maximum international engagement since the revolution of 1979.

The report states: "The 2007 (US) National Intelligence Estimate's finding thatthe Islamic Republic maintained a nuclear weapons program until 2003 coincides with the European Union's period of critical engagement and former Iranian president Khatami's call for a Dialogue of Civilisations." The report further notes a recent statement by Khatami's former spokesman, Abdollah Ramezanzadeh, that a strategy of insincere dialogue on Iran's part allowed it to import technology for its covert nuclear program.

Rubin says there is significant criticism within Iranian leadership circles of President Mahmoud Ahmadinejad for his confrontationist rhetoric and frequent threats against Israel, not because of ideological opposition to them but because they attract Western pressure. Rubin believes that Ahmadinejad, though significant, is not the real power in Iran. This is shared between the military Revolutionary Guard and the supreme religious leader, Ayatollah Ali Khameini.

Rubin believes that the Revolutionary Guard has become so powerful, and has infiltrated itself into so many positions of power, that it is fair to describe Iran as having undergone a kind of creeping military coup.

He is impatient with the unreality of much of the Western commentariat's analysis of Iran. When people say it would be better to have a strategy of deterrence against Iran than to try to prevent it from acquiring nuclear weapons, he wonders if they really know what deterrence means. The strategy of deterrence means the credible threat to deliberately inflict certain death on hundreds of thousands of people if Iran commits a nuclear transgression.

Similarly, the strategy of containment means that Iran's neighbours must be militarily equipped to fight Iran successfully should it attack until US military intervention can arrive.

Kuwait was not able to do this against Iraq when it invaded nearly two decades ago. Kuwait collapsed within hours and this required eventually a much bigger US military intervention.

Rubin does not think a military strike is a good option. It may require 1400 sorties to be successful and unless the US, or Israel, was willing to repeat the strike over the years, it might delay rather than eliminate Iran's nuclear program. And it could have all kinds of other consequences.

For example, Iran could attack Iraq's oil facilities, which produce two million barrels of oil a day.

However, the military option has to be there to give diplomacy any chance at all.

Finally, Rubin notes the divergence between European, US and Israeli views of the Iranian threat. The Europeans see Iran's nuclear program as a grave threat to the nuclear non-proliferation regime.

The US sees Iran's nuclear ambitions as strategically unacceptable but not ultimately a threat to the US's existence. Israel sees a nuclear armed Iran as representing the threat of annihilation to the Israeli people.

If that is really Israel's view, and if international diplomacy cannot stop Iran going nuclear, an Israeli military strike must eventually be more likely than not.

The problem from hell.

http://www.theaustralian.news.com.au/story/0,25197,24408271-7583,00.html
JPTF 2008/09/28

setembro 21, 2008

Da genuína tolerância liberal ao míope ‘tolerismo‘ pós-moderno


Recentemente, o jurista e escritor canadiano de ascendência judaica, Howard Rotberg, cunhou o conceito de «tolerismo» (tolerism) por oposição ao conceito moderno e liberal de tolerância, que historicamente se afirmou na cultura europeia e ocidental, a partir das guerras religiosas do século XVII. O tolerismo pós-moderno, surge, assim, como uma elevação ao extremo da ideia liberal tolerância, ao ponto de a distorcer, tornando-se quase uma caricatura desta. As suas principais características são: i) deixar-nos propensos a tolerar o aquilo que seguramente deveria ser intolerável; ii) criar nos seus proponentes um sentimento de superioridade moral que, paradoxalmente, gera intolerância para discutir, ou até para ouvir, pontos de vista que não os seus. Mas o mais brilhante diagnóstico deste míope «tolerismo» pós-moderno, o qual, ainda que de forma involuntária, acaba por abrir a porta à intolerância, ao totalitarismo e ao fundamentalismo religioso, foi efectuado por Ernest Gellner, no seu livro Pós-Modernismo, Razão e Religião (1992). Este excerto do livro retrata deliciosamente a «boa ideologia» que todo o indivíduo «educado», com pretensões eruditas, e, sobretudo, políticas, deve hoje adoptar (pag. 106): «[No Ocidente] temos um movimento que nega a própria possibilidade de uma legitimação e autoridade extrínseca. De comum acordo, insiste particularmente nesta negação quando a afirmação contrária dessa legitimação extrínseca provém do interior das suas fileiras, de não-relativistas no seio da sua própria sociedade. Por outro lado, o pudor relativista e a expiação da culpa ex-colonial não permitem que o assunto seja devidamente enfatizado junto dos membros pertencentes a outras culturas. O absolutismo dos outros recebe um tratamento favorável e é objecto de uma grande simpatia que está muito próxima do apoio oficial».
JPTF 2008/09/21