Até 2013, a generalidade dos trabalhadores portugueses por conta de outrem vai perder entre 40% a 50% do seu rendimento e todos os seus ativos (casas, poupanças, etc.) vão sofrer uma desvalorização da mesma ordem de grandeza. Pergunto: alguém pensa que isto se fará de forma pacífica? Alguém pensa que o bom povo português aceitará mansamente este roubo? Alguém pensa que assistiremos bovinamente a este assalto? Repito: entre 2011 e 2013, o Governo toma medidas que lhe permitirão confiscar metade do que ganhamos hoje. É deste brutal esbulho que falamos e que está ao nível de decisões idênticas tomadas por governos da América Latina nos anos 80. É isto que está por trás da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2012 e das decisões que o Governo já tomou em 2011. É sobre os escombros resultantes desta violentíssima e muito rápida pauperização (...) que o ministro das Finanças Vitor Gaspar espera que Portugal triunfe "como economia aberta e competitiva na Europa e no mundo" no final do programa de ajustamento. Faz sentido?
Ver artigo no Expresso
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outubro 22, 2011
outubro 08, 2011
Como a União Europeia se tornou refém do seu próprio modelo de integração
1. A actual crise financeira e económica iniciou-se em 2007/2008 no sector financeiro e imobiliário dos EUA, em mercados a funcionar de forma livre e competitiva e (teoricamente) eficiente. Resulta inquestionável, para qualquer observador imparcial, que o falhanço foi dos próprios mercados. Todavia, paradoxalmente, o que teve origem num falhanço dos mercados e numa competição/competitividade destrutiva (notoriamente não ética) nos sectores imobiliário e financeiro, foi transformado, rapidamente, um pouco por toda a Europa, num problema de excesso de Estado e de falta de competitividade. Por outras palavras, uma crise que, na sua origem, teve os excessos destrutivos do capitalismo, está a ser aproveitada pelos defensores da ideologia (neo)liberal para reverter a questão a seu favor. Afinal, o que houve, dizem-nos, foi... falta de mercado e de capitalismo competitivo!? Como foi possível convencer uma parte significativa, se não mesmo maioritária, da opinião pública europeia e portuguesa desta “inverdade” e de que a via para a saída da crise é (ainda) mais capitalismo (competitividade, privatizações, flexibilização da mão-de-obra etc.)?
2. No cerne do problema está o modelo de integração das Comunidades/União Europeia e a maneira como a Europa unificada foi construída. Face à impossibilidade de instituir, à partida, uma unificação política de tipo federal, foi usando a integração económica de forma instrumental para atingir esse objectivo,: primeiro união a aduaneira (1968), depois o mercado único (1993), mais recentemente a união económica e monetária (2002). Essa integração baseou-se num modelo económico de tipo (neo)liberal – inequívoco nos avanços da integração a partir dos anos 80, com o mercado único e a moeda única. As implicações deste modelo de integração foram que a União Europeia o inscreveu nas suas instituições e políticas, ficando refém dos seus dogmas: desregulação dos mercados nacionais, total liberalização dos movimentos de capitais, privatizações, flexibilização do mercado de trabalho, moeda única, etc. Consequência: a integração europeia converteu-se no melhor seguro de vida que o capitalismo (neo)liberal alguma vez poderia imaginar em alturas de crise. Ao atacarem-se os seus dogmas, procurando outras formas de actuação governativa, é inevitável por em causa a União Europeia. Ora, por em causa a União Europeia é uma heresia para a maioria das elites políticas económicas que nos governam (não de forma desinteressada, sublinhe-se, pois tiram grandes vantagens deste modelo). Outra consequência: a simbiose efectuada nas últimas décadas entre “mais Europa” e “mais capitalismo (neo)liberal” globalizado, usado como cimento usado para a integração europeia, deixou a União e os Estados-Membros reféns deste modelo, que, tudo indica, está esgotado na sua capacidade de produzir bem-estar. A única possibilidade é a “fuga para frente”. Os que (ainda) acreditam nas virtudes de um capitalismo globalizado exacerbado e da ideologia da competição/competitividade perceberam bem isso. Habilmente repetem até à exaustão que Portugal deve ser um “bom aluno” e executar (acriticamente) o acordo com a chamada troika (BCE, Comissão e FMI). De facto, estão a ter uma oportunidade única de impor as suas ideias sem oposição de relevo.
3. Tudo isto seria apenas um caso curioso, se não se estive a tornar também trágico. Construir a Europa usando quase só a economia de mercado como cimento – e especialmente a moeda única para tornar inevitável uma união política –, está a mostrar-se um erro de enormes proporções. Esvaziou, em alturas de crise como a que vivemos, os Estados nacionais dos instrumentos monetários e cambiais clássicos. Não diminui a heterogeneidade entre a Europa do Norte a do Sul. Tornou as eleições democráticas praticamente inúteis do ponto de vista das grandes escolhas governativas, pois o caminho já está traçado. Infelizmente ainda pode acontecer pior. Ao previsível afundamento Grécia outros seguirão e Portugal está na primeira linha das vítimas do turbilhão que se aproxima cada vez mais.
Texto publicado originalmente no Blogue da Universidade Sénior da Foz
2. No cerne do problema está o modelo de integração das Comunidades/União Europeia e a maneira como a Europa unificada foi construída. Face à impossibilidade de instituir, à partida, uma unificação política de tipo federal, foi usando a integração económica de forma instrumental para atingir esse objectivo,: primeiro união a aduaneira (1968), depois o mercado único (1993), mais recentemente a união económica e monetária (2002). Essa integração baseou-se num modelo económico de tipo (neo)liberal – inequívoco nos avanços da integração a partir dos anos 80, com o mercado único e a moeda única. As implicações deste modelo de integração foram que a União Europeia o inscreveu nas suas instituições e políticas, ficando refém dos seus dogmas: desregulação dos mercados nacionais, total liberalização dos movimentos de capitais, privatizações, flexibilização do mercado de trabalho, moeda única, etc. Consequência: a integração europeia converteu-se no melhor seguro de vida que o capitalismo (neo)liberal alguma vez poderia imaginar em alturas de crise. Ao atacarem-se os seus dogmas, procurando outras formas de actuação governativa, é inevitável por em causa a União Europeia. Ora, por em causa a União Europeia é uma heresia para a maioria das elites políticas económicas que nos governam (não de forma desinteressada, sublinhe-se, pois tiram grandes vantagens deste modelo). Outra consequência: a simbiose efectuada nas últimas décadas entre “mais Europa” e “mais capitalismo (neo)liberal” globalizado, usado como cimento usado para a integração europeia, deixou a União e os Estados-Membros reféns deste modelo, que, tudo indica, está esgotado na sua capacidade de produzir bem-estar. A única possibilidade é a “fuga para frente”. Os que (ainda) acreditam nas virtudes de um capitalismo globalizado exacerbado e da ideologia da competição/competitividade perceberam bem isso. Habilmente repetem até à exaustão que Portugal deve ser um “bom aluno” e executar (acriticamente) o acordo com a chamada troika (BCE, Comissão e FMI). De facto, estão a ter uma oportunidade única de impor as suas ideias sem oposição de relevo.
3. Tudo isto seria apenas um caso curioso, se não se estive a tornar também trágico. Construir a Europa usando quase só a economia de mercado como cimento – e especialmente a moeda única para tornar inevitável uma união política –, está a mostrar-se um erro de enormes proporções. Esvaziou, em alturas de crise como a que vivemos, os Estados nacionais dos instrumentos monetários e cambiais clássicos. Não diminui a heterogeneidade entre a Europa do Norte a do Sul. Tornou as eleições democráticas praticamente inúteis do ponto de vista das grandes escolhas governativas, pois o caminho já está traçado. Infelizmente ainda pode acontecer pior. Ao previsível afundamento Grécia outros seguirão e Portugal está na primeira linha das vítimas do turbilhão que se aproxima cada vez mais.
Texto publicado originalmente no Blogue da Universidade Sénior da Foz
setembro 30, 2011
Portugal, Hoje: o medo de ser europeu e soberano
“Mais Europa”, “a Europa a uma só voz”, um “orçamento federal europeu”, eurobonds, uma “solução europeia para crise”! Qualquer português ouviu, num ou noutro contexto, tais frases, repetidas até à exaustão por políticos da esquerda à direita, pelo governo, pelos comentadores e especialistas que preenchem o espaço público e mediático. O consenso à volta da ideia da necessidade de “mais Europa” gera, no cidadão comum, o sentimento do país ter uma solução para crise e de estar imbuído de um europeísmo generoso – até estamos dispostos a abdicar na nossa soberania, se necessário para isso, pensa-se. Todavia, por qualquer razão estranha e incompreensível, a Europa não nos ouve. Esta “narrativa” tem o efeito reconfortante de deslocar a incapacidade de resolver a crise para o “outro”. Assim, os responsáveis pela ausência de solução, são, sem dúvida, os pérfidos alemães onde, sob a chanceler Angela Merkel, estão a ressurgir as ambições de liderarem sozinhos a Europa. Mas também os vaidosos franceses não estão isentos de culpas. O Presidente Nicolas Sarkozy tem as ambições dominadoras de um pequeno Napoleão. Nenhum se preocupa com a Europa.
Se reflectirmos um pouco sobre a actual atitude “europeísta” portuguesa e na demonização da liderança alemã e francesa, acusadas de só olharem para interesses nacionais, inevitavelmente temos de nos interrogar: de onde surgiram estes sentimentos europeístas tão vivos e o repúdio de quaisquer interesses nacionais? Não tem Portugal uma longuíssima tradição de Estado-nação com interesses próprios e de afirmação e ligações culturais extra-europeias (África, Brasil, etc.)? Não passou ao lado da fundação das Comunidades Europeias no pós-II Guerra Mundial, ao contrário da França e da Alemanha? Será que com adesão europeia em 1986 ficamos mais pró-europeus que alemães, franceses, holandeses, ou luxemburgueses e o mostramos, por repetir até à exaustão, a necessidade de “mais Europa” e de uma “solução europeia para crise” (quando estes mostram reservas ou até se afastam dessa via no actual contexto)? Obviamente que não. Só o discurso em circuito fechado que actualmente existe na sociedade portuguesa pode gerar tal ideia. Toda a longa história de Portugal a desmente. Desde a sua fundação, no século XII, a história do país é uma história de luta pela sua independência (soberania). Primeiro numa dupla frente, contra Castela e Leão, à qual sucedeu a Espanha unificada em finais do século XV, e, em paralelo, contra árabes/mouros a Sul. Depois, contra as tentativas de criação de um império europeu pela força, de que as invasões napoleónicas do início do século XIX, são o exemplo mais óbvio. A estas podíamos juntar a ambição germânica na primeira metade do século XX, ligada à I e II Guerra Mundiais. Todavia, há uma coisa que separa profundamente a actual geração de portugueses pós-adesão às Comunidades Europeias/União Europeia e as anteriores. Se, até aí, um dos grandes medos colectivos era perder a independência e deixar de ser um Estado soberano, nos últimos vinte e cinco anos este medo colectivo metamorfoseou-se. Hoje, paradoxalmente, o medo é ser europeu e independente, ser soberano do seu próprio destino, ter de escolher um caminho próprio.
A atitude de medo enraizada da sociedade portuguesa foi bem analisada pelo filósofo José Gil no pequeno e sugestivo ensaio “Portugal Hoje. O Medo de Existir” (2004). Todavia, em 2011, a expressão mais intensa desse medo existencial parece ser o referido medo de ser europeu e... soberano. Ter de tomar decisões económicas e políticas por si, de assumir as respectivas responsabilidades e consequências deixa a generalidade das elites portugueses e da população paralisadas. Imaginar que podemos ser europeus, estar na União Europeia, mas, ao mesmo tempo, ser diferente dos outros europeus, ter uma identidade e fazer escolhas próprias assumindo, também, os custos das nossas opções, parece um pesadelo. “Somos demasiado pequenos”. “Não estamos preparados para isso”. “Queremos é o bem-estar da Europa”! Assim, a única atitude possível é seguir entusiasticamente a “normalização” promovida pela burocracia de Bruxelas, dos graus de ensino ao tamanho das salsichas. Pouco importa que o resultado final possa até ser pior. Importa é fazermos o que a Europa com a qual "partilhamos" a soberania nos manda, tornando as eleições democráticas (ainda mais) inúteis. Sobretudo agora que estamos atolados de dívidas, temos de mostrar que somos “bons alunos”, melhores do que os outros que também caíram em desgraça (especialmente da Grécia) e apontar-lhes o dedo: “não somos como eles, nós até fazemos mais do que nos mandam”, “aumentamos ainda mais os impostos do que exigiram”! O acordo com o FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, que a actual vulgata dos media chama a troika, “libertou” de facto o país do empecilho de ser um Estado soberano. Só ficou a dívida que insistem em chamar “soberana” e que nós, europeus convictos, queremos europeizar mas não nos deixam.
setembro 16, 2011
Federalismo europeu: uma solução para a crise?
Com a crise financeira iniciada em 2007/2008 a conhecer em 2011 uma nova fase de intensificação são frequentes as vozes que aparecem publicamente a sugerir a necessidade de “mais Europa” para a solucionar. Em Portugal, parece existir um consenso entre as principais forças políticas de que um aumento das competências da União Europeia, nomeadamente através da instituição de um governo económico e de um orçamento de tipo federal, seria um passo importante para a solução da crise que afecta gravemente as finanças públicas de vários Estados da zona Euro. Admitindo que o aumento e aprofundamento da integração europeia é, em si mesmo, positivo, importa, todavia, pensar como poderia ser implementada, em concreto, uma solução de governo económico europeu. Seria um modelo federal paritário, onde os Estados transfeririam soberania para instituições comuns – por exemplo, a Comissão – a qual, de forma equidistante face aos interesses nacionais, implementaria um orçamento e políticas comuns? Ou seria um modelo federal com primazia das grandes unidades políticas que compõem a União, nomeadamente da Alemanha e da França, cujas competências fulcrais seriam reservadas ao Conselho? Na realidade, defender “mais Europa” e uma solução governo económico europeu é bastante vago, como se antevê facilmente pelas questões formuladas. O aspecto chave está, por isso, naquilo que poderia ser a sua configuração concreta, e, sobretudo, em encontrar um desenho aceitável pelos actuais 27 Estados-membros. O problema é que a ideia de um governo económico europeu tem significados implícitos diferentes para os países do Sul e do Norte da União. Em países como Portugal (Grécia, Espanha, etc.), tradicionais beneficiários líquidos do orçamento europeu, falar em “mais Europa” evoca imediatamente na mente dos políticos e cidadãos mais transferências financeiras para o país. Em vinte cinco anos de integração europeia, Portugal nunca se viu na posição de contribuinte líquido, nem é crível que no futuro discernível alguma vez ocupe essa posição. Por outros palavras, no nosso país quando se fala numa solução federal europeia, está implícita a ideia de uma União de transferências e de acesso às condições de financiamento nos mercados internacionais em condições similares à da Alemanha ou Holanda, através da emissão de obrigações europeias (eurobonds). Estes “sentimentos de europeísmo” despertados pela situação aflitiva das finanças e da economia portuguesa, não são convincentes aos olhos dos nossos parceiros europeus ricos. Vista a questão sob o prisma dos países do núcleo duro da zona Euro (Alemanha e França, mas também Holanda, Áustria e Finlândia), tradicionais contribuintes líquidos, um governo económico europeu e um orçamento europeu também poderão ser desejáveis para se atingir uma maior integração e contribuir para solucionar a crise. Todavia, embora a linguagem usada seja similar, “mais Europa” tem implícito um outro desenho concreto que não é o que referimos anteriormente. Um governo económico europeu seria algo próximo de um directório de potências, onde países como a Alemanha e a França, definiriam fundamentalmente o modelo e as regras do seu funcionamento. Este federalismo económico não é, por isso, sinónimo de reforço das transferências financeiras da União Europeia, nem de emissão de obrigações europeias, mas de adopção “compulsiva” de políticas económicas por todos os membros da zona Euro, segundo a visão perfilhada pelas potências directoras. Importa, por isso, ter consciência em Portugal de que uma solução de federalismo económico europeu, como saída para a crise, a ocorrer, não será provavelmente, na configuração de uma União de transferências e de mais solidariedade financeira como desejaríamos. Provavelmente será a instituição, ainda que dissimulada, de um directório de potências que define uma orientação “compulsiva” para todos os Estados. Esta situação ficou bem clara na recente visita do Primeiro-Ministro português à Alemanha, quando, ao lado da chanceler Angela Merkel, deixou cair os eurobonds, face à inaceitabilidade germânica dessa ideia. Assim, o irrealismo do discurso político dos partidos de poder sobre a necessidade de “mais Europa” acaba por gerar falsas expectativas de solução da grave crise nos cidadãos. No actual contexto económico e político, os únicos cenários que parecem realistas são os da evolução para um governo económico de um directório europeu, com a redução da soberania portuguesa a um nível próximo de zero; ou, em alternativa, um recuo (downgrade) em algumas áreas do mercado único que seriam transitoriamente “renacionalizadas” e uma eventual saída, ainda que temporária, da zona Euro. Se a Grécia entrar em incumprimento como parece ser cada vez mais provável, o dogma de que a integração não pode ter recuos vai cair com esta. Portugal tem grande probabilidade de ser arrastado no turbilhão. Impõe-se, por isso, não continuar iludir a realidade e começar já a preparação para estes dois cenários.
setembro 15, 2011
Comissão Europeia pretende 'europeização' dos controles fronteiriços
The EU commission is pressing ahead with a controversial draft bill on 'europeanising' the way border checks are introduced, allowing national governments to act on their own for only five days.
The draft, seen by EUobserver, has already irked France, Germany and Spain who jointly oppose the idea of giving the EU commission a veto right over what so far has been the exclusive competence of national governments.
Initially scheduled for the beginning of the week, the publication has been delayed until Friday (16 September), one day after the general elections in Denmark where border controls are a favourite topic of the populist Danish People's Party.
"Since the free movement of persons within the area without internal borders is a key Union achievement, the benefits of which are enjoyed by all the persons living in this area, it should as a general rule require a decision to be taken at the Union level, rather than for such decision to be taken unilaterally at the national level," the paper reads.
The proposal comes after member states earlier this year asked for clarification on when and how border checks can be reintroduced, following a Franco-Italian spat over Tunisian migrants crossing their common border. [...]
Ver notícia no EUObserver
setembro 06, 2011
Europa mostra sinais do pessimismo económico à escala global
International financial markets tumbled as a darkening global economic outlook and deepening fissures in Europe over its debt crisis fueled fears the world economy could slip into a period of prolonged malaise.
The Stoxx Europe 600 index fell 4.1% Monday, with banks hard hit. The euro slid below $1.42, its lowest in a month. The declines followed a slide in Asia, where stock indexes in China and Japan dropped by about 2% Monday. On Tuesday morning Asian markets again moved lower, with Japan shares falling 1.2% by late morning. During early Asian trading the 10-year U.S. Treasury yields hit as low as 1.911%, the lowest level in at least five decades, according to traders.
U.S. markets, which were hit on Friday by a dismal job market report, were closed for Labor Day.
Monday's rout is a sign investors increasingly worry that a mix of slow economic growth and high public debt will tip the global economy back into a recession.
"There is clearly a recognition that the debt crisis started in Europe, but the story is similar across the Western world," said Silvio Peruzzo, economist at Royal Bank of Scotland.
Though both the U.S. and Europe emerged from recession about two years ago, a recent string of economic data suggests the recovery is fading on both sides of the Atlantic. A report Friday that the U.S. posted no job growth in August was a watershed, Mr. Peruzzo said, "a turning point" showing that economic risks are turning negative. [...]
Ver notícia no Wall Street Journal
agosto 08, 2011
A estratégia chinesa do yuan arruina as finanças do Ocidente
Mi-2007 éclatait la crise des pays occidentaux. Mi-2009, ceux-ci sortaient de leur récession mais ne se débarrassaient pas pour autant de la crise qui restait la leur. Mi-2011, leur situation vient même de rebondir sous forme d'une crise conjointe de leurs finances publiques qui menace maintenant de les faire rechuter en récession...
En face, la Chine manifeste une santé insolente : trente-troisième année d'affilée sans récession, une croissance du produit intérieur brut (PIB) à 10 % l'an depuis vingt ans, un chômage qui ne cesse de reculer, des réserves de change, qui, tout compté, dépassaient déjà 4 500 milliards de dollars (3 165 milliards d'euros) à la fin du mois de juin 2011...
Ce contraste s'explique par l'énorme sous-évaluation du yuan infligée par la Chine à ses partenaires et rivaux. Grâce à un contrôle des changes draconien qui n'est accessible qu'aux Etats totalitaires, la Chine maintient le yuan à 0,15 dollar et à 0,11 euro, quand, selon le Fonds monétaire international (FMI) et l'ONU, il devrait valoir 0,25 dollar et 0,21 euro !
Les pays occidentaux sont restés totalement passifs face au cours du yuan que leur dicte la Chine. Depuis que, en 2001, ils ont admis la Chine à l'Organisation mondiale du commerce (OMC), armée de son contrôle des changes, ils se sont privés, il est vrai, de la seule arme qui pourrait la faire céder : les représailles douanières.
Il en a résulté à la fois une désindustrialisation majeure des pays occidentaux et une industrialisation intense de la Chine.
La main-d'oeuvre en Chine étant la moins chère au monde, les entreprises qui y sont basées s'emparent de parts croissantes du marché mondial tandis que les multinationales occidentales viennent concentrer leurs investissements productifs sur le territoire chinois. Ce qui renforcera encore les parts du marché mondial captées par la Chine...
Ver artigo no Le Monde
En face, la Chine manifeste une santé insolente : trente-troisième année d'affilée sans récession, une croissance du produit intérieur brut (PIB) à 10 % l'an depuis vingt ans, un chômage qui ne cesse de reculer, des réserves de change, qui, tout compté, dépassaient déjà 4 500 milliards de dollars (3 165 milliards d'euros) à la fin du mois de juin 2011...
Ce contraste s'explique par l'énorme sous-évaluation du yuan infligée par la Chine à ses partenaires et rivaux. Grâce à un contrôle des changes draconien qui n'est accessible qu'aux Etats totalitaires, la Chine maintient le yuan à 0,15 dollar et à 0,11 euro, quand, selon le Fonds monétaire international (FMI) et l'ONU, il devrait valoir 0,25 dollar et 0,21 euro !
Les pays occidentaux sont restés totalement passifs face au cours du yuan que leur dicte la Chine. Depuis que, en 2001, ils ont admis la Chine à l'Organisation mondiale du commerce (OMC), armée de son contrôle des changes, ils se sont privés, il est vrai, de la seule arme qui pourrait la faire céder : les représailles douanières.
Il en a résulté à la fois une désindustrialisation majeure des pays occidentaux et une industrialisation intense de la Chine.
La main-d'oeuvre en Chine étant la moins chère au monde, les entreprises qui y sont basées s'emparent de parts croissantes du marché mondial tandis que les multinationales occidentales viennent concentrer leurs investissements productifs sur le territoire chinois. Ce qui renforcera encore les parts du marché mondial captées par la Chine...
Ver artigo no Le Monde
agosto 01, 2011
Quanto mais perto de uma União? A eurozona rumo a uma união fiscal indefinida
At the emergency meeting of euro-zone leaders on July 21st, the president of the European Central Bank circulated a set of charts showing how bond spreads had blown out after every summit over the past year. He also handed out a ranking of countries deemed by markets most likely to default: Greece, Portugal and Ireland were at the top, riskier than Venezuela and Pakistan; Spain was less safe than revolutionary Egypt. Mr Trichet’s point was clear. The response to the crisis had been inadequate and often made matters worse, with markets seeing Europe as more of a basket-case even than Africa.
The leaders were determined to reverse this grim trend. So they agreed to slash interest rates on bail-out loans for the most crippled members, and to double their maturities to 15 years (and, if need be, be ready to double them again, to 30 years). The summit promised to keep up the subsidies until Greece could return to the market. Ireland and Portugal got the same terms. Greece’s private creditors were asked to pay, but only a bit. [...]
Ver artigo no The Economist
The leaders were determined to reverse this grim trend. So they agreed to slash interest rates on bail-out loans for the most crippled members, and to double their maturities to 15 years (and, if need be, be ready to double them again, to 30 years). The summit promised to keep up the subsidies until Greece could return to the market. Ireland and Portugal got the same terms. Greece’s private creditors were asked to pay, but only a bit. [...]
Ver artigo no The Economist
julho 11, 2011
Comissária da Justiça sugere desmantelamento da Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch
A comissária europeia para a Justiça, Viviane Reding, propôs hoje o desmantelamento das três principais agências de rating norte-americanas, a Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch, em declarações ao jornal alemão Die Welt.
“A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, disse a comissária luxemburguesa, exigindo mais transparência e mais concorrência na avaliação de Estados pelas referidas agências.
“Só vejo duas soluções, ou os Estados do G-20 decidem desmantelar o cartel das três agências de rating norte-americanas, e de três agências fazer seis, por exemplo, ou criar agências de rating independentes na Europa e na Ásia”, acrescentou Reding. [...]
Ver notícia no Público
“A Europa não pode permitir que o euro seja destruído por três empresas privadas norte-americanas”, disse a comissária luxemburguesa, exigindo mais transparência e mais concorrência na avaliação de Estados pelas referidas agências.
“Só vejo duas soluções, ou os Estados do G-20 decidem desmantelar o cartel das três agências de rating norte-americanas, e de três agências fazer seis, por exemplo, ou criar agências de rating independentes na Europa e na Ásia”, acrescentou Reding. [...]
Ver notícia no Público
Petição do jornal i, ‘A Europa não é um lixo‘
O Jornal i lançou, esta sexta-feira, uma petição contra o oligopólio das agências de rating, que estão a destruir a economia europeia.
Nos primeiros quinze minutos em que ficou disponível, a petição, intitulada “A Europa não é lixo”, foi assinada por 100 pessoas. Neste momento já ultrapassou as 2000 assinaturas.
Foram também vários os grupos nas redes sociais que se associaram de imediato a esta causa, divulgando-a nas suas páginas. [...]
Ver notícia no Jornal i
julho 04, 2011
maio 07, 2011
A Grécia pondera a saída do Euro?
Greece's economic problems are massive, with protests against the government being held almost daily. Now Prime Minister George Papandreou apparently feels he has no other option: Spiegel Online has obtained information from German government sources knowledgeable of the situation in Athens indicating that Papandreou's government is considering abandoning the euro and reintroducing its own currency.
Alarmed by Athens' intentions, the European Commission has called a crisis meeting in Luxembourg on Friday night. The meeting is taking place at Château de Senningen, a site used by the Luxembourg government for official meetings. In addition to Greece's possible exit from the currency union, a speedy restructuring of the country's debt also features on the agenda. One year after the Greek crisis broke out, the development represents a potentially existential turning point for the European monetary union -- regardless which variant is ultimately decided upon for dealing with Greece's massive troubles. Given the tense situation, the meeting in Luxembourg has been declared highly confidential, with only the euro-zone finance ministers and senior staff members permitted to attend. Finance Minister Wolfgang Schäuble of Chancellor Angela Merkel's conservative Christian Democratic Union (CDU) and Jörg Asmussen, an influential state secretary in the Finance Ministry, are attending on Germany's behalf. [...]
Ver notícia do Der Spiegel
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abril 28, 2011
abril 18, 2011
Eleições na Finlândia: a ascensão dos nacionalistas eurocépticos
The leader of the True Finns, Timo Soini (pictured), has pledged to veto future aid packages for struggling euro-zone countries, such as Portugal. (In an unfortunate irony of timing, Portugal's bail-out talks with European and IMF officials began earlier today.) But although the election catapulted the True Finns from just five seats to 39 in the 200-member parliament, their participation in the next government remains uncertain.
The National Coalition Party (NCP), a pro-EU member of the outgoing coalition, lost six seats but still emerged as the largest party. It will now lead negotiations on the composition of the new government. These talks will be fraught with difficulty. “Coalition talks are always a bit complicated in Finland, and this time it will be more difficult than usual,” says Pasi Saukkonen, a political scientist at Helsinki University.
Mari Kiviniemi, the prime minister, said her Centre Party would return to opposition after it lost 16 seats. This means that the NCP will likely seek to form a government with the opposition Social Democrats (SDP), which came second, with 42 seats. The pair would need to recruit at least one other party to gain it a majority. (Minority governments, although common in other Nordic countries, are frowned on in Finland and would only be considered as a last resort.) [...]
Ver artigo no The Economist
abril 11, 2011
Como foi criado o posto de Presidente da UE
How did the post of European president get to be created? And how did someone completely unknown to most Europeans end up in it?
This is the story revealed in a new TV documentary, 'The President', a film by Danish director Christoffer Guldbrandsen.
Guldbrandsen and his crew travelled the continent for almost two years to gather material for the film.
They interviewed dozens of the key figures of the time, including former German chancellor Gerhard Schroeder, French president Giscard d'Estaing, German foreign minister Joschka Fischer and president of the European Commission, Romano Prodi, as well as a number of civil servants.
The hour-long film presents the struggle by Europe's top politicians to get a president elected. The story begins in Copenhagen where the EU's 'big bang' enlargement towards the east was agreed in 2002.
Ten new member states were taken onboard as a result. This created a need for more efficient decision-making structures including a president of the European Council to represent the EU abroad and build consensus among big-egoed national leaders.
Using footage from the time, the documentary takes the viewer through the drafting of the European Constitution, a document that was killed off by French and Dutch voters but later resurrected as the Lisbon Treaty.
Ver notícia no EUObserver
abril 04, 2011
fevereiro 28, 2011
Crescente deterioração das relações entre a Turquia e a União Europeia
Turkish leader Recep Tayyip Erdogan has accused German society of "xenophobia" and the German government of "discrimination" ahead of a meeting with Chancellor Angela Merkel. The remarks follow an unfriendly encounter with French President Sarkozy.
Speaking to a group of ethnic Turks in Dusseldorf on Sunday (27 February) ahead of his meeting with Chancellor Angela Merkel in Hannover on Monday, Mr Erdogan said: "We are observing the xenophobia in certain European countries, notably Germany, with great unease ... Islamophobia is a crime against humanity, just as anti-Semitism is."
He urged German politicians not to feed the fear of foreigners, but also called on the 2.5 million ethnic Turks in Germany to try to fit in.
"I want everybody to learn German and to get the best level of education they can ... I want Turkish people to be present at all levels in Germany, in the administration, in politics, in civil society," he added, the German press agency, DPA, reports.
A day on earlier on Saturday, in an interview with the regional daily, the Rheinische Post, the Turkish premier came close to accusing Ms Merkel's political party of racism. [...]
Ver notícia em EUObserver
janeiro 05, 2011
Grécia planeia a construção de muro contra imigração ilegal na fronteira com a Turquia
The Greek government plans to build a wall along its 206-km-long land border with Turkey to help keep out unwanted migrants on the model of the US border with Mexico.
Greek junior minister for citizen protection, Christos Papoutsis, a former EU commissioner for energy, made the announcement in an interview with the Athens News Agency on Friday (31 December), saying: "Co-operation with other EU states is going well. Now we plan to construct a fence to deal with illegal migration."
"The Greek society has reached its limits in taking in illegal immigrants ... We are absolutely determined on this issue. Additionally, we want to provide a decisive blow against the migrant smuggling rings that trade in people and their hopes for a better life," he added.
Mr Papoutsis compared the planned construction to the 1,050-km-long fence running through sections of Arizona, California, New Mexico and Texas on the Mexico-US border.
Built at a cost of €1.8 billion over the past five years and backed-up by cameras, radar surveillance, jeep-mounted patrols and predator drones, the 4.5-metre-high metal wall initially raised howls of protest on humanitarian and environmental grounds, but has since gained widespread public support in the US. [...]
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agosto 14, 2010
junho 02, 2010
‘A Turquia na encruzilhada‘ in ABC


Deesde hace unos meses, el Gobierno de Ankara ha emprendido una lenta pero clara orientación hacia una nueva política exterior. De los dos componentes de la idiosincrasia turca, Oriente y Occidente, el jefe del Gobierno, el islamista Tayip Erdogan, ha escogido el primero y, mezclándolo con el fuerte espíritu nacionalista del país, está llevando a Turquía hacia posiciones no solo alejadas de la sintonía de la Unión Europea o Estados Unidos, sino en ocasiones claramente contrarias. El trágico episodio de la flotilla apresada por la Marina israelí es el último de estos ejemplos. No es posible pensar que una operación como la que han llevado a cabo las organizaciones pretendidamente humanitarias bajo bandera turca pudiera haberse gestado sin la connivencia de las autoridades de Ankara. La reacción popular que ha producido este hecho puede ser perfectamente comprensible, pero en los hechos ha destruido los lazos estratégicos que existían entre Turquía -miembro fundador de la OTAN- y el principal aliado de Occidente en Oriente Medio, Israel, ya maltrechos tras la furibunda espantada de Erdogan en el foro de Davos.
En este sentido, los esfuerzos de acercamiento hacia el régimen iraní -Turquía nunca puso ninguna pega a la fraudulenta elección de Ahmadineyad ni a la brutal represión que siguió a aquellos comicios- han sido contraproducentes para detener los planes nucleares del régimen teocrático. La fotografía de Ahmadineyad junto a Erdogán y el brasileño Lula alzando los brazos en señal de triunfo ha reducido, prácticamente a la nada, todo el trabajo para un reforzamiento de las sanciones en el Consejo de Seguridad.
Es cierto que Turquía es un gran país, con un pasado imperial que no puede ignorarse. Como nación independiente tiene todo el derecho a elegir sus prioridades en política exterior, pero como aspirante a unirse a la familia europea no debe ignorar que hay valores e intereses que no puede permitirse el lujo de omitir. Si su objetivo es convertirse en una potencia regional a la sombra de su pasado otomano, deberá elegir entre cuál de sus dos esencias prefiere: hacia Europa o hacia el pasado.
http://www.abc.es/20100602/opinion-editorial/turquia-encrucijada-20100602.html
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