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outubro 03, 2012

Pessimismo para chamar à atenção ou visão realista do futuro? (Mais) um economista que antevê a economia portuguesa fora do euro


Sinopse do Livro
O euro tem graves problemas de arquitectura, para além de ter acumulado muitos erros de gestão, agravados pelas suas propriedades de instabilidade intrínseca. As reformas necessárias à sobrevivência do euro são politicamente inaceitáveis para os países que teriam que arcar com a maior fatia da factura, em particular a Alemanha. Assim, é cada vez mais provável um qualquer tipo de desagregação do euro, que pode começar com a saída da Grécia desta zona monetária. 

Ver a entrevista com o autor no Jornal i

junho 09, 2012

Paul Krugman ‘o sofrimento em Espanha‘ (The pain in Spain)

Com a Espanha à beira de um resgate ao sistema bancário, este post de Paul Krugman,  no seu blogue do NYT, sobre o  "sofrimento em Espanha" (The pain in Spain,  é mais atual do que nunca. Foi escrito a 19 de Janeiro de 2009... Vale  a pena reler.



"O sofrimento em Espanha… não é difícil de explicar. A Espanha foi basicamente a Florida, com uma bolha imobiliária inflacionada, quer pelas compras de residentes, quer pelas compras de casas de férias e agora a bolha rebentou. Mas a Espanha está em pior situação do que a Florida por duas razões — familiares para qualquer um que tenha estado envolvido no grande debate sobre se o Euro era uma boa ideia. Primeiro, a Europa não tem um governo central; a Espanha, ao contrário da Florida, não pode obter transferências  de verbas da segurança social ou para cuidados de saúde do orçamento federal. Por isso, o encargo da recessão cai inteiramente no orçamento nacional — daí o abaixamento do rating de crédito do país. Segundo, os EUA têm um mercado de trabalho mais ou menos integrado geograficamente: os trabalhadores deslocam-se das regiões em depressão para aquelas com melhores perspectiva. (A bolha imobiliária reduziu, contudo, a mobilidade pois as pessoas não podem vender as suas casas). A Europa não tem: sim, há um pedaço razoável de mobilidade entre a elite e os trabalhadores de baixos salários no fundo, mas nada que se compare ao nível dos EUA. Então o que pode fazer a Espanha? Necessita de ser mais competitiva — mas não pode efetuar uma desvalorização porque é um pais do Euro. Então a alternativa são cortes salariais, os quais são muito difíceis de concretizar (e criam enormes problemas para os devedores.) Contrariamente ao que generalizadamente se dizia ainda há algumas semanas atrás, ser membro da zona Euro não torna os países imunes à crise. No caso da Espanha (como no da Itália, da Irlanda e da Grécia) o Euro pode bem estar a tornar as coisas pior. E a desvalorização da libra britânica, por muito impopular que seja, pode mostrar ter sido um uma coisa muito boa."


Paul Krugman, "The pain in Spain..." in NYTimes.com


junho 01, 2012

Irlanda: referendo favorável à ratificação do novo Tratado de Estabilidade, Coordenação e Governação Económica na UEM

Por convicção europeísta ou medo de perder o financiamento  externo, desta vez houve "sim" à primeira num referendo europeu na Irlanda (cerca de 60% de votos favoráveis). Em causa estava o novo  Tratado de Estabilidade,  Coordenação e Governação Económica na União Económica e Monetária. Trata-se do único país da UE que, por razões ligadas à sua própria Constituição,  está obrigado a consultar previamente a população antes de ratificar um Tratado europeu.

Ver notícia no Irish Times

abril 03, 2012

Roubini diz que a Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha deverão abandonar a zona euro a médio prazo

La crisis en el Viejo Continente es como un matrimonio en problemas y la única solución es el divorcio. Al menos así lo considera el economista Nouriel Roubini, conocido como "doctor catástrofe".
En una columna de opinión escrita en colaboración con Arnab Das, director de la consultora RGE, para el Financial Times, ambos determinan que Grecia y otros países de la zona euro como Portugal e Irlanda siguen teniendo serios problemas.
Para ambos expertos, estos países podrían necesitar una mayor reestructuración ya que la zona euro carece de los componentes esenciales necesarios para lograr una unión monetaria exitosa. Por ello, sugieren que la fragmentación de la Eurozona es la mejor solución a medio plazo a la crisis.
La "división puede ser difícil de hacer, pero es mejor que seguir viviendo en un matrimonio mal avenido". Para hacer frente a lo que, argumentan, son las principales taras del diseño de la zona euro, Roubini y Das proponen un "acuerdo de divorcio" en el que algunos países, idealmente, Portugal, Irlanda, Italia, Grecia y España, abandonen la Eurozona mientras un grupo de países estables continúan conservando el euro. [...]

Ver notícia no elEconomista.es

março 01, 2012

Leituras para refletir: ‘A Europa em Crise‘



O século XXI começou mal para a Europa e o Ocidente. A crise financeira iniciada em 2007/2008 nos EUA transformou-se na crise mais grave do pós-II Guerra Mundial. Em pouco tempo a União Europeia e a zona euro ficaram no centro do turbilhão. Será que o capitalismo globalizado se tornou uma “paixão nociva”? Quais são as raízes mais profundas desta crise? Como será possível ultrapassá-la? Hoje tornou-se claro que a crise é também demográfica, ética e de estilos de vida. Está em causa a sustentabilidade do modelo europeu e a influência euro-ocidental no mundo. Todavia, como portugueses e europeus, traz-nos uma oportunidade única de reflexão sobre o nosso futuro coletivo.

fevereiro 13, 2012

Grécia aprova medidas de austeridade em clima de guerrilha urbana


O parlamento grego aprovou as novas medidas de austeridade, no meio de uma onda de protestos violentos que está a deixar Atenas num clima de guerrilha urbana. Os manifestantes usaram bombas incendiárias, pela primeira vez num protesto na Grécia, e vários edifícios, alguns deles históricos, foram incendiados.
A Grécia aprovou, este domingo, cinquenta minutos após a hora prevista do início da votação, o memorando de entendimento com a troika, que define um novo pacote de austeridade, condição para Atenas receber o segundo resgate, que livra o país da bancarrota.
Os deputados do Parlamento grego votaram às 22.50 horas em Portugal continental (0.50 de segunda-feira, em Atenas) o novo plano de austeridade que a troika do Fundo Monetário Internacional (FMI), da União Europeia (UE) e do Banco Central Europeu (BCE) exigem como condição para o país receber um segundo pacote de resgate, de 130 mil milhões de euros, sem o qual irá à bancarrota.
A aprovação do plano de austeridade causou mossa no Governo, com a expulsão de 43 deputados, que não respeitaram a disciplina partidária e votaram contra o acordo. Nas ruas de Atenas, contam as agências France Press e Reuters, vive-se "um clima de guerrilha urbana", com confrontos entre polícias e manifestantes. [...]

Ver artigo no Jornal de Notícias

dezembro 10, 2011

Acordo da Cimeira Europeia enfrenta sérios obstáculos legais e prováveis referendos


Within hours of arriving at a fragile treaty deal for the eurozone and nine other EU states, the agreement delivering deeper integration is already confronting the spectre of multiple referendums and a host of legal barriers.
Serious obstacles are beginning to materialise in Ireland, the Netherlands, Austria, Romania and Denmark, while Finland, Latvia and the Czech Republic may also present the process with additional hurdles.
Asked repeatedly by reporters whether the transfer of powers to Brussels contained in the deal would provoke a referendum in Ireland, the country's prime minister, Enda Kenny, refused to comment, saying only that the question first required a consultation with the attorney-general.
However, Irish Europe minister Lucinda Creighton this morning told Reuters that it was a toss-up whether a vote would be necessary"I would say it's 50-50 and we will be looking at the detail over the next couple of weeks," she said.
Elsewhere in the eurozone, Dutch Prime minister Mark Rutte insisted to reporters that a referendum in the Netherlands - where a referendum on the European Constitution in 2005 delivered a surprise No vote - would not be needed, as it concerns "no big new deals" but only "the cap-stone in the construction of the euro." [...]

Ver notíxia mo EU Observer