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janeiro 02, 2013

A crise chegou também aos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China)


Over the past several years, the most talked-about trend in the global economy has been the so-called rise of the rest, which saw the economies of many developing countries swiftly converging with those of their more developed peers. The primary engines behind this phenomenon were the four major emerging-market countries, known as the BRICs: Brazil, Russia, India, and China. The world was witnessing a once-in-a-lifetime shift, the argument went, in which the major players in the developing world were catching up to or even surpassing their counterparts in the developed world.
These forecasts typically took the developing world's high growth rates from the middle of the last decade and extended them straight into the future, juxtaposing them against predicted sluggish growth in the United States and other advanced industrial countries. Such exercises supposedly proved that, for example, China was on the verge of overtaking the United States as the world's largest economy-a point that Americans clearly took to heart, as over 50 percent of them, according to a Gallup poll conducted this year, said they think that China is already the world's "leading" economy, even though the U.S. economy is still more than twice as large (and with a per capita income seven times as high).
As with previous straight-line projections of economic trends, however-such as forecasts in the 1980s that Japan would soon be number one economically-later returns are throwing cold water on the extravagant predictions. With the world economy heading for its worst year since 2009, Chinese growth is slowing sharply, from double digits down to seven percent or even less. And the rest of the BRICs are tumbling, too: since 2008, Brazil's annual growth has dropped from 4.5 percent to two percent; Russia's, from seven percent to 3.5 percent; and India's, from nine percent to six percent.
None of this should be surprising, because it is hard to sustain rapid growth for more than a decade. The unusual circumstances of the last decade made it look easy: coming off the crisis-ridden 1990s and fueled by a global flood of easy money, the emerging markets took off in a mass upward swing that made virtually every economy a winner. By 2007, when only three countries in the world suffered negative growth, recessions had all but disappeared from the international scene. But now, there is a lot less foreign money flowing into emerging markets. The global economy is returning to its normal state of churn, with many laggards and just a few winners rising in unexpected places. The implications of this shift are striking, because economic momentum is power, and thus the flow of money to rising stars will reshape the global balance of power. [...]
Ver artigo na Foreign Affairs 

outubro 26, 2012

FMI admite que a Grécia vai falhar o objectivo da dívida pública abaixo dos 120% do PIB em 2020


Greek debt will be above the target of 120 percent of GDP in 2020, a preliminary report by the IMF showed late on Thursday, and Athens will need more reforms before emergency credit from international lenders can start flowing again.
Excerpts from the International Monetary Fund (IMF) report were presented to the Eurogroup Working Group (EWG) - junior finance ministers and treasury officials who prepare meetings of eurozone finance ministers.
"It is clear that Greece is off track and there is no chance they will cut the debt to 120 percent of GDP in 2020 as envisaged. It will be rather 136 percent, and this would be under a positive scenario of a primary budget surplus, a return to economic growth, and privatisation,» a euro zone official, who insisted on anonymity, said.
"New prior actions will be needed, on top of the existing 89,» the official said, referring to a list of already agreed reforms that need to be in place before any new tranches of eurozone and IMF emergency loans to Greece can be paid.
Apart from the debt projections, representatives of the IMF, the European Commission and the European Central Bank – known as the troika - have been calculating how much more money Athens will need if it is given until 2016 rather than 2014 to reach a primary surplus of 4.5 percent, as agreed in February.
A primary surplus or deficit is the budget balance before the government services its debt. In Greece's case, it would mean government tax revenues exceeding spending, meaning Athens is beginning to get on top of its budget-deficit problems.
The two extra years would give the fast-contracting Greek economy some welcome respite, allowing it to return to growth sooner and therefore increasing the chances the country would eventually be able to make its debt sustainable. [...]

Ver notícia no ekathimerini.com

outubro 12, 2012

Um curiosa perspectiva polaca sobre a União Europeia: ‘Conto das três Europas‘ cada vez mais distantes entre si


A primeira Europa, atingida pela crise da dívida, cerra fileiras para se salvar do desastre. Fá-lo com maior ou menor êxito, mas, pelo menos para já, tem-se mantido de pé.
A segunda Europa está na bancada, observando nervosamente como correm as coisas na primeira. Não se quer juntar a ela no imediato, porque não sabe se ela vai sobreviver e tal associação tem custos. Mas teme que, se a primeira Europa sobreviver, o fosso que as separa venha a aumentar muito. E que, quando finalmente se lhe juntar, não tenha peso. Uma esquizofrenia.
A terceira Europa já não é realmente Europa. Vive na sombra de uma antiga glória, coberta pela pátina de um império, convencida da sua singularidade e capacidade de sobreviver sem as outras Europas. É dominada pelo egoísmo nacional. É por isso que a terceira Europa adverte a primeira e a segunda de que não hesitará em bloquear o seu avanço, se tiver que defender os seus próprios interesses. Porque eles estão acima de tudo o resto.
Os países da primeira Europa estão a tentar avançar na integração e coordenação das suas políticas económicas, ficando o controlo dos países mais fortes sobre os mais fracos cada vez mais apertado. A Europa nº 2 está a tentar controlar o que está a acontecer na Europa nº 1, porque estamos todos no mesmo combóio. A Europa nº 3 está contente por se ter dado a divisão, porque há muito que tinha vontade de seguir o seu próprio caminho. [...]
Ver artigo em presseurop e versão original no jornal polaco Gazeta Wyborcza

setembro 28, 2012

Paul Krugman: ‘a loucura da austeridade na Europa‘ não tem qualquer finalidade útil

So much for complacency. Just a few days ago, the conventional wisdom was that Europe finally had things under control. The European Central Bank, by promising to buy the bonds of troubled governments if necessary, had soothed markets. All that debtor nations had to do, the story went, was agree to more and deeper austerity — the condition for central bank loans — and all would be well.      

But the purveyors of conventional wisdom forgot that people were involved. Suddenly, Spain and Greece are being racked by strikes and huge demonstrations. The public in these countries is, in effect, saying that it has reached its limit: With unemployment at Great Depression levels and with erstwhile middle-class workers reduced to picking through garbage in search of food, austerity has already gone too far. And this means that there may not be a deal after all.
Much commentary suggests that the citizens of Spain and Greece are just delaying the inevitable, protesting against sacrifices that must, in fact, be made. But the truth is that the protesters are right. More austerity serves no useful purpose; the truly irrational players here are the allegedly serious politicians and officials demanding ever more pain. [...]

Ver  texto integral de ‘Europe’s Austerity Madness‘ no NYT

junho 16, 2012

17 de junho: uma data crítica para o futuro da Grécia e do euro


Para qualquer observador da política europeia resulta claro que as eleições legislativas, ocorridas a 6 de maio, na Grécia, abriram um período delicado. À aparente acalmia que se vivia desde março, altura em que foi desbloqueada uma nova tranche de apoio financeiro à Grécia, sucedeu uma grande incerteza. As eleições resultaram num colapso dos partidos de poder, extremamente evidente no caso do PASOK, o tradicional centro-esquerda grego. Perdeu cerca de ⅔ dos seus eleitores face às legislativas de 2009. A vitória da Nova Democracia – o outro partido tradicional de poder, da área do centro-direita – foi escassa e inútil. Não atingiu, sequer, 19% dos sufrágios. Daí resultou um impasse político, pela incapacidade de formar governo. Para além da pulverização do espectro partidário, que impossibilitou também coligações, as eleições mostraram uma ascensão dos partidos radicais. À esquerda do PASOK, o SYRIZA mais do que triplicou a votação, emergindo como segunda força política, com perto de 17%. À (extrema) direita da Nova Democracia, o neonazi Aurora Dourada surgiu praticamente do nada para obter cerca de 7% dos sufrágios.
Com  as eleições a realizar a 17 de junho – uma data a reter, onde decorrerá, também, a segunda volta das legislativas em França e das presidenciais no Egito –,  o anti-establishment SYRIZA aparece em ascensão. O principal combate eleitoral está a ser travado entre Alexis Tsipras (SYRIZA) e Antonis Samaras (Nova Democracia). As últimas sondagens divulgadas sugeriam vantagem para o SYRIZA, com intenções de voto de 31,5%. Para a Nova Democracia cerca de 26%. Todavia, as múltiplas sondagens evidenciaram também flutuações muito significativas do eleitorado. (A lei eleitoral proíbe divulgação de sondagens nos 15 dias anteriores às eleições. A Nova Democracia terá sondagens, realizadas nos últimos dias, que lhe darão uma votação acima dos 30% e superior ao SYRIZA). Face a estas oscilações dos eleitores, o vencedor é incerto. Assim, as grandes questões em aberto são: i) no caso de vitória da Nova Democracia, poderá surgir um solução de governo estável, quando o PASOK está fora de jogo na disputa pela vitória? ii) será possível a Grécia manter-se na zona euro se dessas eleições resultar uma vitória do SYRIZA,  opondo-se ao atual acordo com o FMI, o BCE e a Comissão Europeia?
Apenas podemos conjeturar sobre as respostas. Há, no entanto, receios fundados de uma situação particularmente crítica no pós 17 de junho. Sobre a primeira interrogação – e excetuada uma alteração de vulto nas atuais intenções de voto –, não haverá nenhum partido a obter votação suficiente para governar sozinho. Isto, mesmo tendo em conta o sistema de proporcionalidade reforçada, que atribui mais 50 deputados ao vencedor das legislativas. A hipótese que parece ser inevitável é de um governo coligação. Todavia, há toda uma tradição política grega de sentido contrário, que faz recear o seu fracasso. A história política da Grécia democrática, que emergiu após a queda da ditadura dos coronéis (1967-1974), é basicamente uma história de alternância entre o PASOK e a Nova Democracia – sem coligações e representando, ambos 77,5% a 87,5% dos votos. No atual contexto de fragmentação partidária, uma vitória da Nova Democracia não é garantia de estabilidade governativa. Também não é garantia de capacidade de impor medidas de austeridade e de reforma bem sucedidas. É de esperar, até, que sob um governo liderado pelo centro-direita, surja uma contestação nas ruas ainda maior do que durante o anterior governo de Giorgios Papandreou do  PASOK.
Quanto à segunda interrogação, sobre as consequências de uma vitória eleitoral do SYRIZA, é ainda mais difícil antecipar os acontecimentos em devir. Desde logo, este teria de efetuar uma coligação à esquerda. As dificuldades serão até maiores do que para a Nova Democracia. Não é líquido que essa coligação seja possível ou estável. Vai ter de mostrar como se põem em prática objetivos de política económica contraditórios. Tsipras pretende repudiar, de alguma forma, o atual acordo de resgate do Estado grego. Ao mesmo tempo, sustenta não pretender sair do euro, aliás em sintonia com a esmagadora maioria dos gregos. O programa de governo do SYRIZA inclui medidas para nacionalizar os bancos e usar os fundos europeus em políticas sociais e de crescimento, reduzindo drasticamente a austeridade. É um facto que o atual acordo de resgate colocou a população grega sob duríssimas medidas de austeridade, sem qualquer fim à vista. Compreende-se, também, que este seja sentido como um diktat. No entanto, mesmo considerando o “efeito François Hollande” – que colocou na agenda europeia a necessidade de políticas de crescimento –, é realista que a Grécia possa ser bem sucedida nesta alternativa?
Pelos motivos apontados, após 17 de junho a crise europeia poderá atingir o seu pico mais crítico, sobretudo se surgir um governo liderado pelo SYRIZA. Entre a Grécia e a União Europeia é provável que decorra um perigoso jogo político. Do lado europeu, existirão pressões e ameaças de suspensão do financiamento. Do lado grego, irá jogar-se com o efeito dos “estilhaços” de uma rotura e/ou saída do euro: não pagamento aos credores, efeito psicológico de pânico sobre os bancos e mercados financeiros e contágio aos países sob resgate, ou à beira dele. É difícil antecipar tudo o que poderá acontecer. Há ainda um aspeto legal relevante, embora não inultrapassável politicamente. Nos Tratados europeus, não está prevista a saída da zona euro. Contudo, nos países do núcleo duro do euro, especialmente na Alemanha, o repúdio das medidas previstas no acordo de resgate, a ocorrer, será visto como inaceitável. As razões são várias. Criaria um precedente para os outros Estado-membros endividados ou sob resgate. Provavelmente, apareceriam forças políticas a querer replicar o “efeito SYRIZA”. Seria um estímulo para eclipsar a atitude de “bom aluno” prevalecente em Portugal e na Irlanda. Importa notar: já hoje quase 70% dos alemães estão contra a permanência da Grécia no euro. Se os acontecimentos seguirem este rumo, a caixa de Pandora da saída do euro vai começar a abrir-se. 

junho 09, 2012

Paul Krugman ‘o sofrimento em Espanha‘ (The pain in Spain)

Com a Espanha à beira de um resgate ao sistema bancário, este post de Paul Krugman,  no seu blogue do NYT, sobre o  "sofrimento em Espanha" (The pain in Spain,  é mais atual do que nunca. Foi escrito a 19 de Janeiro de 2009... Vale  a pena reler.



"O sofrimento em Espanha… não é difícil de explicar. A Espanha foi basicamente a Florida, com uma bolha imobiliária inflacionada, quer pelas compras de residentes, quer pelas compras de casas de férias e agora a bolha rebentou. Mas a Espanha está em pior situação do que a Florida por duas razões — familiares para qualquer um que tenha estado envolvido no grande debate sobre se o Euro era uma boa ideia. Primeiro, a Europa não tem um governo central; a Espanha, ao contrário da Florida, não pode obter transferências  de verbas da segurança social ou para cuidados de saúde do orçamento federal. Por isso, o encargo da recessão cai inteiramente no orçamento nacional — daí o abaixamento do rating de crédito do país. Segundo, os EUA têm um mercado de trabalho mais ou menos integrado geograficamente: os trabalhadores deslocam-se das regiões em depressão para aquelas com melhores perspectiva. (A bolha imobiliária reduziu, contudo, a mobilidade pois as pessoas não podem vender as suas casas). A Europa não tem: sim, há um pedaço razoável de mobilidade entre a elite e os trabalhadores de baixos salários no fundo, mas nada que se compare ao nível dos EUA. Então o que pode fazer a Espanha? Necessita de ser mais competitiva — mas não pode efetuar uma desvalorização porque é um pais do Euro. Então a alternativa são cortes salariais, os quais são muito difíceis de concretizar (e criam enormes problemas para os devedores.) Contrariamente ao que generalizadamente se dizia ainda há algumas semanas atrás, ser membro da zona Euro não torna os países imunes à crise. No caso da Espanha (como no da Itália, da Irlanda e da Grécia) o Euro pode bem estar a tornar as coisas pior. E a desvalorização da libra britânica, por muito impopular que seja, pode mostrar ter sido um uma coisa muito boa."


Paul Krugman, "The pain in Spain..." in NYTimes.com


abril 09, 2012

Irlanda: referendo sobre tratado europeu a 31 de maio, desta vez sem "euro-tropeção"?

O referendo na Irlanda sobre o novo pacto orçamental europeu decorrerá a 31 de maio, anunciou esta terça-feira o governo.
«Numa reunião esta manhã, o governo marcou a data do referendo» sobre o tratado. «Este realizar-se-á na quinta-feira dia 31 de maio», disse o vice-primeiro-ministro, Eamon Gilmore, no parlamento, citado pela Lusa.
No final de janeiro, os dirigentes da União Europeia, com exceção do Reino Unido e da República Checa, aprovaram um pacto de disciplina orçamental para tentar combater a crise da dívida.
Aceitaram, assim, inscrever na legislação nacional uma «regra de ouro», um limite para o valor do défice, bem como sanções quase automáticas em caso de derrapagem dos défices públicos.
«O governo vai organizar uma vasta campanha de informação para garantir que os eleitores são informados do conteúdo do tratado e facilitar um verdadeiro debate sobre a decisão que o governo deverá tomar em relação ao assunto», explicou o «número dois» do governo.
O anúncio de Dublin, no final de fevereiro, de referendar o pacto orçamental, foi recebido por Bruxelas com preocupação.
Segundo uma sondagem divulgada no domingo, 49 por cento dos irlandeses pronunciar-se-ão a favor do tratado, 33 por cento votarão contra e 18 por cento estão indecisos.


Ver notícia da Agência Financeira

abril 03, 2012

Roubini diz que a Grécia, Portugal, Irlanda, Itália e Espanha deverão abandonar a zona euro a médio prazo

La crisis en el Viejo Continente es como un matrimonio en problemas y la única solución es el divorcio. Al menos así lo considera el economista Nouriel Roubini, conocido como "doctor catástrofe".
En una columna de opinión escrita en colaboración con Arnab Das, director de la consultora RGE, para el Financial Times, ambos determinan que Grecia y otros países de la zona euro como Portugal e Irlanda siguen teniendo serios problemas.
Para ambos expertos, estos países podrían necesitar una mayor reestructuración ya que la zona euro carece de los componentes esenciales necesarios para lograr una unión monetaria exitosa. Por ello, sugieren que la fragmentación de la Eurozona es la mejor solución a medio plazo a la crisis.
La "división puede ser difícil de hacer, pero es mejor que seguir viviendo en un matrimonio mal avenido". Para hacer frente a lo que, argumentan, son las principales taras del diseño de la zona euro, Roubini y Das proponen un "acuerdo de divorcio" en el que algunos países, idealmente, Portugal, Irlanda, Italia, Grecia y España, abandonen la Eurozona mientras un grupo de países estables continúan conservando el euro. [...]

Ver notícia no elEconomista.es

março 28, 2012

‘Preparem-se para uma nova era de choques petrolíferos‘ artigo de Martin Wolf no Financial Times

 [...] Oil, unlike natural gas, is a globally traded commodity, whose price is set in world markets. In 2010, the US produced 7.8m barrels a day, 9 per cent of the world’s supply. Unlike Saudi Arabia, the US lacks spare capacity: it is a price taker. Responding to his critics, Mr Obama said: “We are drilling more. We are producing more. But the fact is, producing more oil at home isn’t enough to bring gas prices down overnight.” These remarks are correct, except for the last word. Producing more oil would have next to no effect on oil prices.
Moreover, if there is a specific cause for the rise in oil prices, it is the tightening of sanctions on Iran, which Republicans support. If, as many desire, military action is taken, the impact on oil prices and the world economy will be far greater.
In the longer run, a big reduction in US demand, still 20 per cent of the world’s total, might make an appreciable difference to prices. Moreover, the relative wastefulness of US oil use, compared with other high-income countries, would make such a reduction quite easy to achieve. The best way to make this happen would be to raise prices, via higher taxation. But that policy is deemed un-American. It is a policy fit only for European wimps.
Yet, despite the absurd politicking, we should be concerned about the economic impact of high oil prices: a rise of $10 in the price of oil shifts $320bn a year from higher-spending consumers to lower-spending producers, within and across countries. The 15 per cent rise since December 2011 would shift close to $500bn. The real price of oil is also very high, by historical standards (see chart). Further rises would take the world into uncharted territory. [...]

Ver artigo no Financial Times

março 01, 2012

Leituras para refletir: ‘A Europa em Crise‘



O século XXI começou mal para a Europa e o Ocidente. A crise financeira iniciada em 2007/2008 nos EUA transformou-se na crise mais grave do pós-II Guerra Mundial. Em pouco tempo a União Europeia e a zona euro ficaram no centro do turbilhão. Será que o capitalismo globalizado se tornou uma “paixão nociva”? Quais são as raízes mais profundas desta crise? Como será possível ultrapassá-la? Hoje tornou-se claro que a crise é também demográfica, ética e de estilos de vida. Está em causa a sustentabilidade do modelo europeu e a influência euro-ocidental no mundo. Todavia, como portugueses e europeus, traz-nos uma oportunidade única de reflexão sobre o nosso futuro coletivo.

fevereiro 13, 2012

Grécia aprova medidas de austeridade em clima de guerrilha urbana


O parlamento grego aprovou as novas medidas de austeridade, no meio de uma onda de protestos violentos que está a deixar Atenas num clima de guerrilha urbana. Os manifestantes usaram bombas incendiárias, pela primeira vez num protesto na Grécia, e vários edifícios, alguns deles históricos, foram incendiados.
A Grécia aprovou, este domingo, cinquenta minutos após a hora prevista do início da votação, o memorando de entendimento com a troika, que define um novo pacote de austeridade, condição para Atenas receber o segundo resgate, que livra o país da bancarrota.
Os deputados do Parlamento grego votaram às 22.50 horas em Portugal continental (0.50 de segunda-feira, em Atenas) o novo plano de austeridade que a troika do Fundo Monetário Internacional (FMI), da União Europeia (UE) e do Banco Central Europeu (BCE) exigem como condição para o país receber um segundo pacote de resgate, de 130 mil milhões de euros, sem o qual irá à bancarrota.
A aprovação do plano de austeridade causou mossa no Governo, com a expulsão de 43 deputados, que não respeitaram a disciplina partidária e votaram contra o acordo. Nas ruas de Atenas, contam as agências France Press e Reuters, vive-se "um clima de guerrilha urbana", com confrontos entre polícias e manifestantes. [...]

Ver artigo no Jornal de Notícias

janeiro 30, 2012

A Grécia vexada com a proposta alemã de nomeação de um ‘comissário para o orçamento‘

Greek politicians have reacted angrily at a leaked German proposal for a euro-commissioner to control the country's fiscal policy.

"Our partners do know that European integration is based on the institutional parity of member states and the respect of their national identity and dignity,” finance minister Evangelos Venizelos said Sunday (29 January) in a statement.

“Whoever puts before a people the dilemma of choosing between financial assistance and national dignity disregards basic historical lessons," he warned, a veiled reference to the Nazi occupation of Greece during World War II.

A German draft proposal, published on Friday by the Financial Times, envisaged the appointment of a "budget commissioner" by the eurozone finance ministers. This person's job would be "ensuring budgetary control" and compliance with the EU-IMF conditions attached to the second bail-out, which still has to be approved. [...]

Ver EUObserver